quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Filmes: "Tudo Pelo Poder"

OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS?

Filmes sobre política geralmente não caem bem no gosto popular, porém este merece ser visto e, principalmente, debatido, pois levanta questões que não possuem respostas fáceis.

- por André Lux, crítico-spam

George Clooney, em seu quarto trabalho na direção, mostra que é um cineasta inteligente e engajado politicamente. “Tudo Pelo Poder” (adaptação pobre para o título original “Os Idos de Março”, uma referência a Julio Cesar, de Shakespeare) é um filme sobre os bastidores da campanha política de dois candidatos do partido Democrata que pleiteiam a vaga para a próxima disputa pela presidência da república dos EUA. Um deles, interpretado por Clooney, é um homem de fortes ideais humanistas e trabalhistas e que defende projetos francamente radicais (como acabar com os motores de combustão a petróleo e taxar os milionários, coisas que soam como total heresia na sociedade de consumo dos EUA).

Por trás dele existem dois assessores, especializados no jogo político. O mais experiente e calejado, interpretado por Phillip Seymour Hoffman com seus maneirismos de sempre, e o novato e cheio de ideais nobres (o excelente Ryan Gosling, de “Diários de Uma Paixão”). A trama traz o básico nesse tipo de filme: intrigas, traições, decepções, suspeitas, as chantagens da mídia e debates sobre ideologias. Mas acima de tudo, Clooney deixa no ar a pergunta mais importante de todas quando se trata de política e eleições: afinal, os fins justificam os meios?

Quem vai ter que respondê-la é justamente o assessor jovem e idealista que descobre, da pior maneira possível, que seu estimado candidato é, afinal de contas, apenas um ser humano com qualidades e defeitos. Assim Clooney, que também é co-autor do roteiro inspirado em uma peça de teatro, mostra de forma contundente que todo ser humano é passível de falhas e de cometer atos desprezíveis, mesmo que tenha bom caráter e as melhores intenções. E é justamente essas falhas e deslizes que os políticos sem escrúpulos buscam encontrar espionando e escrutinando com uma lupa a vida de seus adversários.

“Tudo Pelo Poder” é também uma verdadeira aula de realpolitik, algo que todo radical de esquerda deveria entender de uma vez por todas: no sistema democrático capitalista não é possível ganhar uma eleição e governar sem fazer concessões e alianças, mesmo que elas em última instância manchem os nobres ideais daquele político ou de seu partido. Quem não entende isso, obviamente não pode ser levado a sério quando se fala em disputa política dentro do atual sistema eleitoral, a não ser é claro que queira apenas servir de bobo da corte, tanto à direita quando à esquerda.

Filmes sobre política geralmente não caem bem no gosto popular, porém “Tudo Pelo Poder” merece ser visto e, principalmente, debatido, pois levanta questões que não possuem respostas fáceis. Assista e comprove.

Cotação: * * * *

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Deputado Pedro Bigardi comemora notícia da extensão da linha de trem até Campinas

Bigardi é o criador e coordenador da Frente Parlamentar de Logística da Assembleia Legislativa (Frenlog), onde a questão do modal ferroviário vem sendo amplamente discutida.

O deputado Pedro Bigardi
- da Redação da Folha do Japi

O jornal Folha de S.Paulo deu uma nota hoje afirmando que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) sinalizou uma possível extensão da linha de trem São Paulo-Jundiaí até Campinas e que estudos serão realizados para verificar a viabilidade do projeto.

A notícia alegrou o deputado estadual Pedro Bigardi (PCdoB) que é o criador e coordenador da Frente Parlamentar de Logística da Assembleia Legislativa (Frenlog), onde a questão do modal ferroviário vem sendo amplamente discutida. “A extensão da linha até Campinas é uma necessidade das cidades, pois as estradas de ferro precisam ganhar vida novamente e ser uma alternativa eficaz no transporte de passageiros. Esse posicionamento do governador, portanto, é uma vitória para todos que estão engajados nessa luta”, afirma.

Bigardi revela que também apresentou indicações, requerimentos e emendas ao Plano Plurianual (PPA) com essa finalidade. Esse ano uma ampla campanha para a extensão da linha de trem até Campinas foi encabeçada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias Paulistas e contou com o total apoio da Frente Parlamentar de Logística.

Foram realizadas audiências públicas nas cidades de Jundiaí, Louveira, Campinas Valinhos e Vinhedo para debater o assunto. Dezenas de pessoas e autoridades compareceram e endossaram o coro pela extensão da linha 7 Rubi até Campinas.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Luiz Fernando Machado, do PSDB de Jundiaí, fica atrás de Tiririca no ranking dos melhores deputados da Veja

Segundo Veja, Tiririca é melhor deputado do que
Luiz Fernando Machado, do PSDB de Jundiaí

A revista Veja, da editora Abril, divulgou em sua última edição um ranking que supostamente indicaria, segundo critérios definidos pela própria publicação, quais seriam os melhores deputados federais e senadores do Brasil durante 2011.

Independente do juízo que se faça da avaliação da revista Veja, causa espanto aos jundiaienses o fato do deputado federal Luiz Fernando Machado, do PSDB, não ter sequer aparecido no ranking da revista, que destacou apenas os parlamentares que atingiram até a nota 1.1 (numa variação de zero a 10). O tucano de Jundiaí ficou inclusive muito atrás do polêmico palhaço Tiririca, que foi o mais votado nas últimas eleições no estado de São Paulo e tirou nota 4.3 no ranking da revista Veja.

As notas de cada deputado e senador foram aferidas por Veja levando em consideração os seguintes eixos:


Clique aqui para ver o ranking da Veja.

sábado, 10 de dezembro de 2011

"A Privataria Tucana": Livro de jornalista acusa Daniel Dantas de pagar propina a tucanos

"Quem estava conduzindo os consórcios das privatizações eram homens da confiança do Serra. Era o Ricardo Sérgio Oliveira. Foi caixa de campanha dele. Isso é um saque que eles fizeram da privatização brasileira. Eles roubaram o patrimônio do País, e eu quero provar que eles são um bando de corruptos."

- por Eliano Jorge, no Terra Magazine

O livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr, anuncia e promete, com documentos, comprovar pagamentos de propinas durante o processo de privatizações no Brasil, num esquema de lavagem de dinheiro com conexões em paraísos fiscais que, de acordo o autor, une membros do PSDB, como o ex-ministro da Saúde e ex-governador paulista José Serra, ao banqueiro Daniel Dantas.

As denúncias chegam às bancas neste fim de semana. É tema de capa da revista CartaCapital. Em entrevista a Terra Magazine, Ribeiro Jr afirma ter rastreado o dinheiro. "Esses tucanos deram uma sofisticação na lavagem de dinheiro. Eram banqueiros, ligados ao PSDB", acusa. "Quem estava conduzindo os consórcios das privatizações eram homens da confiança do Serra", acrescenta.

"É um saque (financeiro) que eles fizeram da privatização brasileira. Eles roubaram o patrimônio do País, e eu quero provar que eles são um bando de corruptos", dispara Ribeiro Jr. "A grande força desse livro é mostrar documentos que provam isso".

Durante a corrida presidencial de 2010, Ribeiro Jr foi indiciado pela Polícia Federal, acusado de participar de um grupo que tentava quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos.

Por três vezes, Terra Magazine fez contato com a assessoria de Serra na tarde e no início de noite desta sexta-feira (9) em busca de ouvir o ex-governador de São Paulo a respeito das denúncias. Às 20h, a reportagem recebeu a resposta de que Serra não se pronunciaria a respeito.

Confira a entrevista com o autor de "A Privataria Tucana".

Terra Magazine - Seu livro denuncia um esquema de corrupção que teria sido comandado por amigos e parentes do ex-governador José Serra. No seu entender, como isso funcionava?
Amaury Ribeiro Jr - Eu tô há 20 anos, como diz o próprio livro, vendo essas contas, rastreando tudo. Eu apurava matérias de direitos humanos, depois virei um especialista (em lavagem de dinheiro). O tesoureiro do Serra, o Ricardo Sérgio, criou um modus operandi de operar dinheiro do exterior, e eu descobri como funcionava o esquema. Eles mandavam todo o dinheiro, da propina, tudo, para as Ilhas Virgens, que é um paraíso fiscal, e depois simulavam operações de investimento, nada mais era que internação de dinheiro. Usavam umas off-shore, que simulavam investir dinheiro em empresas que eram dele mesmo no Brasil, numa ação muito amadora. A gente pegou isso tudo.

E como você conseguiu pegar isso?
Não teve quebra de sigilo, como me acusaram. São transações que estão em cartórios de títulos e documentos. Quando você nomeia um cara para fazer uma falcatrua dessa, você nomeia um procurador, você nomeia tudo. Rastreando nos cartórios de títulos e documentos, a gente achou tudo isso aí.

São documentos disponíveis para verificação pública então?
Não tem essa história de que investiguei a Verônica Serra (filha do ex-governador), que investiguei qualquer pessoa ou teve quebra de sigilo. A minha investigação é de pessoa jurídica. Meu livro coloca documentos, não tem quebra de sigilo, comprova essa falcatrua que fizeram.

Segundo seu livro, esse esquema teria chegado a movimentar cifras bilionárias então?
Bilionárias, bilionárias. Esses tucanos deram uma sofisticação na lavagem de dinheiro. Eram banqueiros, ligados ao PSDB, formados na PUC do Rio de Janeiro e com pós-graduação em Harvard. A gente é muito simples, formado em jornalismo na Cásper Líbero, mas a gente aprendeu a rastrear esse dinheiro deles. Eles inventaram um marco para lavar dinheiro que foi seguido por todos os criminosos, como Fernando Beira-Mar, Georgina (de Freitas que fraudou o INSS), e eu, modestamente, acabei com esse sistema.
Temos condenações na Justiça brasileira para esse tipo de operações. Os discípulos da Georgina foram condenados por operações semelhantes que o Serra fez, que o genro (dele, Alexandre Bourgeois) fez, que o (Gregório Marín) Preciado fez, que o Ricardo Sérgio fez.

Está dito no seu livro que pessoas ligadas a Serra que teriam participado desse esquema?
Ricardo Sérgio, a filha (Verônia Serra), o genro (Alexandre Bourgeois), Preciado, o primo da mulher dele, e, acima, (o banqueiro) Daniel Dantas, o cara que comandava todo esse esquema de corrupção.


Em A Privataria Tucana, você afirma que faria parte das operações uma sociedade entre Verônica Serra, filha do ex-governador Serra, e Verônica Dantas, irmã de Daniel Dantas.
É verdade, conta a história da Verônica Serra com a Verônica Dantas. Isso era um pagamento de propina muito evidente para o clã Serra. Inventaram essa sociedade entre elas em Miami. Quem investe nessa sociedade? Os consórcios que investiram e ganharam (na privatização): o Opportunity, o City Bank. Eles que dão o dinheiro, está no site deles próprios.
Em 2002, Serra era candidato a presidente do Brasil, o Dantas quis chantagear. Quem revelou isso aí? Fui eu, o jornalista investigativo? Foi a própria revista IstoÉ Dinheiro que revelou a sociedade de Dantas e o clã Serra. Porque ele tinha dificuldade em compor a Previ, do governo, do Banco do Brasil. Ele estava chantageando os tucanos para compor com ele. Você vê como o Dantas é manipulador nessa história toda.
Primeiro veio a matéria para justificar o dinheiro dessa corrupção, dizendo que a Verônica Dantas havia enriquecido porque era uma mártir das telecomunicações. Depois, veio uma matéria fajuta... Quando não o satisfazia, (Dantas) ele chantageou o Serra. Para compor com a Previ, que estava com problemas com a Telecom, naquele processo todo.
Descobri que a sociedade de Verônica Dantas e Verônica Serra não acabou, como disseram, foi para as Ilhas Virgens, sendo operada pelo Ricardo Sérgio. Para quê? Jogar dinheiro aonde? Pra própria filha do governador do Serra. Mapeei o fluxo do dinheiro, esses caras roubaram, receberam propina, e a propina está rastreada. O dia em que o Dantas deu a propina da privatização, peguei a ponta batendo no escritório da filha dele lá no (bairro paulistano do) Itaim-Bibi. O Dantas pagou pro Serra. A parte da propina do Serra está documentada.

Para que você acha que seria essa propina?
Quem estava conduzindo os consórcios das privatizações eram homens da confiança do Serra. Era o Ricardo Sérgio Oliveira. Foi caixa de campanha dele. Isso é um saque que eles fizeram da privatização brasileira. Eles roubaram o patrimônio do País, e eu quero provar que eles são um bando de corruptos.

No livro, você também diz que Serra espionava o então governador mineiro Aécio Neves (PSDB).
Está documentado. Eu trabalhava no jornal (O Estado de Minas), e me pediram para localizar. Eu descobri. Consegui a prova documental que ele contratou a Fence (Consultoria, empresa que faz varreduras contra grampos clandestinos), no Rio de Janeiro, onde ele fazia as maracutaias. O Serra gosta de espionagem. Ele contratou um dos maiores carrascos da ditadura, está documentado no livro.

Você publica ainda que Serra investigou a governadora maranhense Roseana Sarney (DEM) em 2002 e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quando era ministro da Saúde...
Isso está documentado. Os caras trabalharam, está no Diário Oficial. O agente Jardim (Luiz Fernando Barcellos), ligado ao Ricardo Sérgio. Isso está documentado, não é mentira. É porque essa imprensa defende o Serra e não divulga. O Serra montou a espionagem, ele manda espionar todos os inimigos dele.

Sua apuração mostra que essa espionagem do PSDB viria desde o governo FHC.
Justamente. O Serra gosta de espionar. Fui acusado de araponga? E o Serra, muito antes, quando era ministro, ele contratava espiões para espionar os caras do próprio partido, está documentado. A grande força desse livro é mostrar documentos que provam isso.

E de onde você tirou esses documentos?
É o contrato que ele pegou e contratou uma empresa de um coronel baixo nível da época da ditadura. O pretexto era que fazia negócio de contra-espinagem. O doutor Ênio (Gomes Fontenelle, dono da Fence) trabalhou na equipe dele. Estava em 2008 para quê? Para espionar o Aécio. Por que ele contratou, com dinheiro público do Estado? Por que contratou para fazer contra-espionagem no Rio de Janeiro? Todo mundo sabe que o Aécio vai pro Rio de Janeiro. A espionagem está documentada.

Seu livro mostra que, acreditando estar sendo espionada, a equipe de campanha de Dilma Rousseff teria tentado contra-atacar com arapongas também?
Não foi contratando araponga. Você fala minha pessoa?

Em geral.
Não. As pessoas que trabalhavam na campanha da Dilma eram pessoas de bem, ligadas ao mercado financeiro. Me chamaram porque estavam vazando tudo. Os caras faziam uma reunião, no dia seguinte estava na imprensa. Eu achava que era coisa do (ex-deputado tucano Marcelo) Itagiba ou do (candidato a vice-presidente, deputado do PMDB, Michel) Temer. Aí vem a surpresa: era o fogo-amigo do PT.

De quem?
Rui Falcão (atual presidente do PT e deputado estadual).

Mas você foi indiciado pela Polícia Federal, acusado pela quebra do sigilo fiscal da filha de Serra...
Claro. Por quê? Quebra de sigilo fiscal. É um crime administrativo que só se imputa a funcionário público. O inquérito todo da Polícia Federal é uma fraude, não tem foco. Abriu para apurar quebra de sigilo fiscal e abrange tudo. Nunca vai atingir a mim. Mas precisavam ter um herói, e me jogar pro público. A imprensa queria o último factoide para jogar a Dilma no segundo turno. O que fizeram? Deturpar meu depoimento na Polícia Federal. Eu nunca disse que quebrei sigilo de nenhuma pessoa, mas o cara da Folha disse, ele deturpou, induziu todo mundo a dizer que confessei ter quebrado o sigilo fiscal. Ele mentiu sobre um depoimento na Polícia Federal, e a mídia toda espalhou isso. Era a única arma dessa imprensa carrasca, que mostrou seu lado. Eu nunca disse isso, meus quatro depoimentos são coerentes, têm uma lógica. A imprensa foi bandida.

O que você sabe sobre aquela história de dossiês do PT sobre tucanos, inclusive sobre o ex-presidente FHC?
Não sei nada disso.

Não conseguiu descobrir se realmente fizeram e quem fez?
Não sei nada desse assunto.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

PSDB envia polícia para intimidar "buzinaço" contra o caos no trânsito de Jundiaí

De forma lamentável policiais postaram-se com pranchetas para multar os motoristas que buzinassem ou acenassem com a mão para o lado de fora.

- por Paulo Eduardo Malerba, cientista político e presidente do PT Jundiaí


A atividade que o PT Jundiaí realizou, nesta terça-feira, contra os problemas no trânsito e transporte em Jundiaí foi bem sucedida e bem recebida pelos motoristas e usuários de ônibus que passaram pelo local.

Cumpriu o papel de levar a mensagem de indignação de milhares de pessoas que se movimentam pela cidade todos os dias. A atividade ocorreu no trevo da Avenida Jundiaí, onde, além da própria avenida, há acessos para a Avenida Osmundo Pellegrini (bairro do Retiro), Jardim Samambaia, Malota e Rodovia Anhanguera. Moradores da região nos procuraram para a ajudar na distribuição do material impresso, cujo o título sintetiza a situação vivida em vários pontos da cidade nesta área: “É o caos!”

Como ocorre em todas as manifestações que questionam os governos do PSDB, neste caso o governo Miguel Haddad e do Estado, a Polícia foi deslocada para o local – de forma desproporcional. Às 17 horas havia dez carros da PM, sendo sete da rodoviária. Não autorizaram que o PT estacionasse o carro de som sobre o amplo gramado, embora todas as viaturas e o carro da concessionária Autoban estivessem ali – segundo esta perspectiva policial eles eram autoridades (inclusive a Autoban) e poderiam fazer isto.

Durante a manifestação ocorreram muitos acenos positivos e palavras de apoio dos motoristas e usuários de ônibus. Todos vivem diariamente o problema e sabem da importância de se reivindicar melhorias. De forma lamentável os policiais postaram-se com pranchetas para multar os motoristas que buzinassem ou acenassem com a mão para o lado de fora. Ao questionarmos o capitão da operação, ele nos disse que não tolerariam desrespeito às leis de trânsito.

Ora, havia um contexto de manifestação no local, pacífica e democrática. Uma buzinada tinha este objetivo, de apoio ao movimento e não com finalidade de perturbar ninguém. Mesmo com esta argumentação o capitão repetiu sua intenção. Para nós, este é o típico legalismo de conveniência – ao pretexto de cumprir a lei busca-se criar obstáculo para a participação de pessoas em uma manifestação. Se fossem analisar as diversas situações cotidianas sob esta lógica literal deveria-se montar operações para multar os torcedores que buzinam após a conquista de um campeonato pelo seu time; durante a Copa do Mundo; em carreatas eleitorais, casamentos ou mesmo em cortejos fúnebres onde os veículos andam abaixo da velocidade permitida e atrapalham o fluxo do trânsito. Vivemos num contexto social que deve ser levado em consideração.

Apesar desta atuação - em vão - da Polícia sob ordens do governo PSDB, a mobilização foi positiva e nos anima a seguir para as próximas atividades. A presença maciça de policiamento mostra que incomodamos. O governo municipal, especialmente, está preocupado com a mensagem que estamos levando à população, que potencializa as vozes e a insatisfação de muitos cidadãos.

Nosso próximo compromisso será no Viaduto Sperandio Pellicciari (Duratex), no dia 08/12, quinta-feira da próxima semana, às 17h30. Nossa crítica ao trânsito e transporte possui um viés mais significativo, pois atinge a falta de planejamento urbano na cidade de Jundiaí. No caso do Trevo, a Prefeitura não age junto ao Governo do Estado para solucionar o problema e autorizou diversos empreendimentos imobiliários a poucos metros do local.

Todos continuam fortemente convidados a somar esforços conosco.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

PT promove "buzinaço" contra caos no trânsito de Jundiaí


SEM DESCULPAS

- por Paulo Eduardo Malerba é cientista político e presidente do PT de Jundiaí.

Nesta terça-feira, 29, o PT de Jundiaí sai às ruas para protestar contra os problemas no trânsito e transporte da cidade – congestionamentos excessivos, transporte coletivo inadequado, falta de investimentos bem feitos, entre outros. As consequências, os moradores e frequentadores de Jundiaí sentem no seu cotidiano. O objetivo da manifestação é cobrar providências da Prefeitura e chamar a população ao debate sobre o tema.

Por parte do poder público municipal, que deveria buscar a solução para estas demandas, o que se ouve é um conjunto ensaiado de respostas onde atribui-se a ‘culpa’ pelos problemas à postura do governo federal em incentivar o crédito e facilitar a aquisição de veículos. Já abordei este tema em audiência pública na Câmara Municipal e em outro artigo, ainda assim é necessário explicitar os fundamentos de nossas críticas e a fragilidade dos argumentos do governo Miguel Haddad.

Que as pessoas compraram mais carros e tem acesso maior ao crédito é uma análise correta e, de fato, tais medidas foram fomentadas pelo governo federal. Acrescenta-se o aumento consistente da renda e da massa salarial do trabalhador brasileiro e do baixíssimo desemprego. O crédito (com baixa inadimplência, frisa-se) e o investimento, como temos atualmente no país, são elementos fundamentais para o desenvolvimento econômico em qualquer economia de mercado. Nenhum país cresce de forma sustentável se não houver crédito disponível e, vale lembrar, o Brasil ainda está longe do patamar de países desenvolvidos. Não precisa ser um economista heterodoxo para reconhecer a importância destas medidas adotadas no país.

Sob esta lógica, creio que as colocações do governo Miguel Haddad devem ser entendidas como agradecimento ao governo federal, afinal esta expansão econômica do país permitiu, além do aumento da frota, o crescimento da arrecadação em nossa cidade, pois temos uma base produtiva industrial que foi fortemente favorecida pelo aumento do consumo de veículos e aumento do crédito, bem como o comércio de Jundiaí em seu conjunto foi beneficiário destas políticas. Assim, tais empresas empregaram, investiram e contrataram serviços na nossa cidade, como bem sabe a Secretaria Municipal de Finanças.

Mas, parece-me, o argumento da frota de carros foge intencionalmente às duas questões centrais do problema do trânsito em Jundiaí – a falta de planejamento urbano e a má qualidade do transporte coletivo.

Com um orçamento bilionário - como Jundiaí possui - é indefensável ao Prefeito não conseguir organizar a cidade. Não há projeto de médio e longo prazo no município, o desenvolvimento de Jundiaí está subordinado aos interesses dos empreendimentos imobiliários privados e aos negócios das construtoras. Miguel Haddad e seu grupo político (Benassi, Ary Fossen, Parimoschi, etc.) governam a cidade há quase trinta anos, com apenas uma interrupção. Não houve tempo para planejar, para pensar a cidade?

Será que o Prefeito imagina que o cidadão que melhora de vida, que pela primeira vez tem acesso ao crédito bancário, condições de adquirir bens duráveis, não pode fazê-lo? Estará errada a pessoa que compra seu carro, trabalha e paga suas contas em dia? Ou ele pensou que o Brasil continuaria na estagnação econômica dos anos 90?

Em Jundiaí não há incentivo para o motorista deixar o carro em casa e utilizar o ônibus para suas atividades cotidianas. Os ônibus frequentemente estão superlotados e demoram excessivamente devido às baldeações nos terminais. A experiência do transporte coletivo em Jundiaí é cada vez mais desconfortável para o cidadão e o sistema mostra-se ineficiente. Dinheiro existe, tanto no orçamento municipal quanto via governo federal para obras e melhorias. Vieram recursos federais do BNDES para a construção dos ineficazes terminais de ônibus do SITU e a cidade recebeu mais de R$ 116 milhões pelo PAC para melhorar a infra-estrutura urbana. Parte deste dinheiro foi utilizado para obras na Nove de Julho.

Portanto, o problema do trânsito e transporte de Jundiaí está nas escolhas políticas equivocadas da Prefeitura; que gasta mal os recursos que possui, não planeja a cidade adequadamente e mostra-se incapaz de organizar o crescimento urbano. Ao invés de ficar buscando culpados pela sua própria ineficiência, o governo Miguel Haddad deveria buscar soluções para os seus moradores.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

EDITORIAL: Miguel Haddad (PSDB) e aliados escancaram desespero ao tentar manchar a imagem do deputado Pedro Bigardi

As eleições de 2012 ainda estão longe, mas em Jundiaí as emoções da campanha já estão em pleno vapor. Resta à população não se deixar manipular por interesses partidários para chegar às suas próprias conclusões sobre os fatos apresentados.

- por André Lux, editor da Folha do Japi

Desespero: PSDB antecipa disputa de 2012 e já tenta manchar imagem de Pedro Bigardi

Jundiaí é governada há mais de 30 anos pelo mesmo grupo político que se reveza no poder, muito antes mesmo de aderirem ao PSDB. Nos últimos anos, porém, esse grupo encontra cada vez mais dificuldade de se manter no poder, tanto é que nas últimas eleições para prefeito conseguiu evitar o segundo turno por uma mísera diferença de 600 e poucos votos.

No início do ano, vazou para os bastidores da política local o resultado de uma pesquisa supostamente encomendada pelos próprios tucanos relativa às eleições de 2012 e também à popularidade do prefeito Miguel Haddad. Os números deixaram os tucanos em polvorosa. Não apenas os resultados da suposta pesquisa apontavam empate técnico entre o candidato do PSDB e Pedro Bigardi (PCdoB) no segundo turno, mas também revelaram que a rejeição a Haddad na cidade estava batendo na casa dos 30%.

Há poucos meses, uma outra pesquisa, desta vez encomendada por um grupo de empresários de Jundiaí e que também vazou, confirmava os números obtidos pela primeira suposta pesquisa dos tucanos. De acordo com o blogueiro Cesar Tayar (ex-presidente do PPS local e atualmente sem partido) há poucas semanas, o PSDB supostamente realizou uma nova pesquisa e os números foram ainda mais desesperadores para os tucanos: Pedro Bigardi já estaria vencendo Miguel Haddad no segundo por uma pequena margem e a rejeição do prefeito já ultrapassava os 30%.

Pano rápido. Esta semana, num gesto teatral de puro marketing político, o PSDB e um grupo de aliados de outros partidos, resolveram tentar ligar Pedro Bigardi às denúncias que se abatem contra o Ministro do Esporte, Orlando Silva, correligionário do deputado estadual no PCdoB, entregando uma representação na Procuradoria da República do Estado de São Paulo, buscando informações sobre possível envolvimento de Bigardi nas denúncias.

O deputado Pedro Bigardi (PCdoB), em nota distribuída à imprensa, chama a postura dos tucanos e seus aliados de estratégia política para 2012 e afirma que poderá processá-los por calúnia e difamação. "Estão insinuando que estou envolvido em coisas que ainda não foram confirmadas. Acredito que isso seja medo, pois eles sabem muito bem que sou reconhecido na cidade e que serei um forte candidato nas próximas eleições."

Cesar Tayar afirma em seu blog que o desespero do prefeito Miguel Haddad e do PSDB local é visível. “Com um ano de antecedência já começaram a campanha eleitoral e da pior maneira possível, ou seja, atacando seu principal adversário: o deputado estadual Pedro Bigardi”, escreve Tayar.

Para o presidente do PT de Jundiaí, Paulo Malerba, que opinou sobre o fato em sua página do facebook, a ação dos tucanos contra Bigardi é ridícula e demonstra a pequenez política do PSDB. “Deveriam ir pedir para investigar a FUMAS da cidade e os cargos de confiança do Prefeito Miguel Haddad, onde há denúncias graves oriundas de um vereador em exercício sobre o uso eleitoral da máquina pública”, denuncia Malerba.

Para a Folha do Japi, essa ação dos tucanos de Jundiaí, que como era de se esperar ganhou ampla cobertura da imprensa subserviente da cidade, deixa claro que eles já entraram em campo para as eleições de 2012, mas acima de tudo comprova por tabela que os resultados das supostas pesquisas de opinião citadas acima devem realmente ser verdadeiros, caso contrário não estaria adotando medidas que demonstram tamanho desespero em tentar manchar a imagem do deputado estadual Pedro Bigardi.

As eleições de 2012 ainda estão bem longe, mas em Jundiaí as emoções da campanha já estão em pleno vapor. Resta à população da cidade acompanhar os lances e não se deixar manipular por interesses partidários para chegar às suas próprias conclusões sobre os fatos apresentados.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Miguel Haddad (PSDB) veta projeto para incluir pessoas com deficiência

- do blog Mais Jundiaí

Sem nenhuma justificativa plausível, o prefeito de Jundiaí, Miguel Haddad (PSDB), vetou projeto já aprovado na Câmara para regular cotas de vagas a pessoas com deficiência no serviço público. Agora, a proposta volta à análise dos vereadores na sessão desta terça-feira (3). Caso os parlamentares sejam contra o veto do prefeito, a proposta vira lei.

A proposta para incluir mais pessoas com deficiência nos concursos públicos é do vereador Durval Orlato (PT) e já havia sido discutida em Fórum realizado na Associação dos Aposentados. A iniciativa tem o apoio de entidades como a Pastoral da Pessoa com Deficiência e a Gerência Regional do Trabalho e Emprego.

De acordo com o vereador, atualmente a lei municipal não está de acordo com a lei federal que define as cotas para pessoas com deficiência. “Pelo entendimento da lei da cidade, a cota para deficientes é de 5%, assim como a federal. Entretanto, se oito vagas são abertas, o resultado dá 0,4. E a Prefeitura não arredonda este número para um. A lei federal diz que em casos como este, uma das oito vagas deve ser direcionada às pessoas com deficiência”, explica.

Orlato pesquisou e constatou que, nos últimos dez anos, a Prefeitura de Jundiaí contratou cerca de 4.500 servidores e que ao menos 100 deficientes deixaram de ser contratados.

Recentemente, o vereador esteve na secretaria de Recursos Humanos da Prefeitura e detalhou todo o projeto aos representantes do Executivo. Mesmo assim, o prefeito não se sensibilizou.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O desabafo de uma cidadã jundiaiense

A Folha do Japi publica abaixo o texto de uma funcionária pública que pediu para não ser identificada para não sofrer represálias.

Orgulho que se transformou em decepção...

Sou uma cidadã jundiaiense, há algum tempo diria com orgulho, mas lamentavelmente no momento não sinto tanto orgulho assim.

Estou decepcionada com a maneira pela qual estamos sendo tratados pelas autoridades (estamos sendo tratados ou destratados?). Explico: sinto que as atitudes tomadas por elas são, na verdade, para "pegar" a pessoa e não para facilitar sua vida.

Por exemplo, essa história de parquímetro. Na minha santa ignorância de pessoa honesta, não consigo entender por que tenho que pagar para parar o carro na rua e não ter absolutamente nada em troca, muito pelo contrário, ter que dar uma "moedinha" para o "guardador de carros", se não quiser ter meu carro danificado ou até mesmo roubado e correr o risco de ser multada, caso o horário pelo qual paguei vencer e eu não conseguir chegar a tempo.

Difícil prever quanto tempo o médico demorará para me atender, quanto tempo determinado exame vai exigir e assim por diante. Dias atrás precisei acompanhar meu marido num exame no Hospital Santa Elisa e qual não foi minha surpresa quando vi que todo o entorno do hospital agora é controlado pelos "azuizinhos e amarelinhos". Como o exame demorou, toda hora eu tinha que sair para verificar o bendito horário. Enfim, além de me preocupar com a saúde e o desenrolar do exame complicado pelo qual passava meu marido, tinha que me preocupar com o carro, o ticket, a multa, etc.

Desculpem mais uma vez minha santa ignorância, mas como cidadã contribuinte e cumpridora de meus deveres, gostaria de saber, com todo o respeito, se o dinheiro arrecadado é usado na manutenção e melhoria de nossas ruas ou apenas para pagar os "fiscais". Desculpem, mas tenho visto minha tão querida cidade com ruas tão cheias de buracos e ondulações que chego a pensar que o dinheiro mal dá para pagar os tais "fiscais".

Como jundiaiense, sinto-me triste, decepcionada, abandonada, diria até órfã, pois além de tudo, sei que não tenho a quem reclamar e sempre é a mesma história: não adianta reclamar, ninguém liga, os jornais de nossa cidade nada publicam contra a municipalidade, contra os detentores do poder; rádios e emissoras de televisão não dão ouvidos quando o reclamante se refere à ausência, inoperância ou incompetência dos órgãos municipais.

Agora, após 3 anos de administração, os senhores governantes acordaram para o fato de que teremos eleições no ano que vem e, ruidosa e espalhafatosamente, encheram a cidade de obras eleitoreiras, pura maquiagem que fazem em ruas, avenidas, parques, etc...

Nos 3 primeiros anos não fizeram nada, diziam não ter dinheiro para dotar a cidade de melhorias, cidade que arrecada mais de Hum Bilhão e Trezentos Milhões de Reais por ano. E agora, onde conseguiram as verbas? Guardaram tudo para o último ano dessa gestão ou deixarão dívidas para o futuro prefeito pagar?

Três anos sem obras, sem melhorias, sem nada e agora, próximo das eleições, transformaram a nossa querida Jundiaí num verdadeiro canteiro de obras apenas e tão somente para ludibriar, enganar os cidadãos menos avisados.

A Avenida 9 de Julho ficou muito bonita, linda para dizer a verdade mas não oferece segurança nenhuma aos motoristas e nos cruzamentos, aqueles lindos vidros que poderão ferir gravemente qualquer pessoa que por ali venha se acidentar.

Os ônibus param na pista, sem refúgio, para acolher os passageiros nos pontos de parada, atrapalhando o trânsito e podendo provocar acidentes.

Logo após ter sido reformada, a Av. Jundiaí recebeu nova faixa de tráfego, numa clara demonstração de que as coisas são feitas sem critérios e sem planejamento.

Rio Acima recebe camadas de asfalto em suas ruas, assim como nas ruas do Vianelo; onde a pavimentação era com paralelepípedos, agora despejam asfalto sem dó. Por que não fizeram antes? Ah! A população esquece muito rápido, então deixam para os meses que antecedem as eleições, para que no dia de votar, a população se lembre das “benfeitorias”...

E assim vamos vivendo, cada vez mais sem esperança, sabendo que nunca nada vai mudar. E o mais triste vem agora: alguém me disse que a ordem da Secretaria de Trânsito da Prefeitura de Jundiaí é multar, nunca dialogar.

Lombadas eletrônicas, radares e câmaras fotográficas se multiplicaram pelas nossas ruas e avenidas nos últimos 3 anos, que já não conseguimos contá-los.

Engraçado, esse não é o discurso (ou não era) do PSDB; estou errada?

É, na teoria, a prática é outra.

domingo, 18 de setembro de 2011

Ciclovia na Av. Ferroviários: o fracasso de um projeto ruim e pessimamente planejado

O projeto implantado às pressas para beneficiar alguns moradores circunvizinhos de classe média-alta, fracassou em seu objetivo de mostrar a atenção que a prefeitura de Jundiaí tem com o meio ambiente e o bem estar do povo.

- por Marcus Guaicuru, Tesoureiro do PSL

Ciclovia fica vazia enquanto carros enfrentam congestionamento

Neste Domingo, após algum tempo de "inaugurada", a ciclovia do PSDB ficou às moscas com raríssimos ciclistas. O projeto implantado às pressas para beneficiar alguns moradores circunvizinhos de classe média-alta, fracassou em seu objetivo de mostrar a atenção que a prefeitura de Jundiaí tem com o meio ambiente e o bem estar do povo. Abandonada pelos ciclistas e repleta de Agentes de Trânsito e voluntários, a ciclovia causa congestionamentos intermináveis.

Para percorrer pouco mais de 800 metros, os motoristas são obrigados a parar na via e transitar a menos de 20 Km por hora entre 4 semáforos. Como a "área de lazer" foi mal projetada, péssimamente planejada e ridiculamente implantada entre algumas Avenidas importantes e em meio a diversos semáforos, a prefeitura é obrigada a transferir para o local ambulâncias, agentes de trânsito e diversos voluntários que têm a missão de proteger os escassos ciclistas que se aventuram pelo local, para que não se misturem ao tráfego de veículos.

Improviso: agentes de trânsito tentam garantir segurança de ciclistas

Tudo desnecessário, pois o engarrafamento do trânsito é permanente e a ausência de ciclistas, a tônica do projeto. Há, urgentemente, necessidade de mudanças em nossa cidade para que as maquiagens ridículas feitas pelos tucanos sejam extintas definitivamente.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Filmes: "X-Men: Primeira Classe"

FORÇANDO A BARRA

Filme seria um prólogo do primeiro da série, mas tudo parece forçado para tentar encaixar as coisas na mitologia já consagrada dos X-Men

- por André Lux, crítico-spam

Depois de três filmes da série e um solo do Wolverine, “X-Men: Primeira Classe” é mais uma tentativa dos executivos da Fox de tentar lucrar em cima da franquia baseada nos personagens criados por Stan Lee, cujo primeiro capítulo era muito bom. Mas o resultado é medíocre. Não chega a ser ruim, mas não passa do banal.

A melhor coisa do filme é a dupla de atores que interpretam os jovens Professor X e Magneto, feitos por James McAvoy e Michael Fassbender. Os dois são ótimos atores e seguram bem seus personagens, mesmo quando o roteiro insiste em dar a eles cenas tolas e diálogos banais.

O problema dessa obra é que se trata de uma daquelas infames “prequels”, ou seja, seria um prólogo dos eventos descritos no primeiro filme da série. Então eles inventam um monte de cenas e autoreferências (como uma aparição ridícula do Wolverine) que servem apenas para ligar os dois filmes. E muitas delas não tem a menor lógica. A pior de todas é terem inventado que a Mística seria uma espécie de irmã adotada do professor Xavier, o que é totalmente absurdo se levarmos em conta a participação dela nos outros filmes da série.

Eles criam também um vilão super malvado, que seria um cientista nazista que faz testes com o Magneto ainda jovem no campo de concetração (que foi mostrado no início do primeiro filme). Mas o personagem é mal delineado (nunca entendemos direito quais são seus poderes), caricato e feito de forma descontrolada por Kevin Bacon. Mas triste mesmo é o plano dele: forçar os EUA e a já extinta União Soviética a entrarem em guerra nuclear para destruir o mundo e, assim, governá-lo (realmente um plano genial!). Isso coloca os mutantes do bem, recrutados pelo serviço secreto estadunidense, no meio da crise dos mísseis entre EUA, Cuba e URSS, tentando assim imitar sem sucesso “Watchmen”, onde os heróis também intervinham em eventos reais a serviço dos EUA.

O filme tem cenas de ação e efeitos especiais suficientes para agradar quem gosta do gênero, porém não apresenta quase nada além disso. Nem mesmo a separação dos mutantes entre os que ficam com o Professor X e os que aderem às ideias do Magneto chega a convencer e, no final das contas, tudo parece forçado para tentar encaixar as coisas na mitologia já consagrada pelas outras histórias. Mas, ao que tudo indica, mais continuações virão na esteira dessa obra. Afinal, os executivos de roliudí não famosos por forçar a barra para tentar tirar leite de pedra...

Cotação: * *

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Em Cartaz: "Cowboys & Aliens"

DÁ PRO GASTO

Maior defeito do filme é se levar a sério demais

- por André Lux, crítico-spam

Claro que não dá pra levar a sério um filme cujo título é “Cowboys & Aliens” - e talvez esse seja seu maior defeito: ele é levado com mão pesada e violência excessiva. O estranho é que o diretor é Jon Favreau, bom comediante (esteve em “Friends”) que fez o razoável “Homem de Ferro”, que funcionava justamente por ser leve e trazer muito humor.

Aqui partiu para a direção oposta. Apenas um personagem tenta trazer graça à história (o dono do saloon feito por Sam Rockwell) e o nosso eterno “paizão” Harrison Ford tenta de vez em quando fazer umas caretas cômicas sem muito sucesso. Por sinal, o personagem dele é muito esquisito, começa meio vilão com um sotaque estranho e sem mais nem menos vira bonzinho e fica sem sotaque algum do meio para o final. O coadjuvante mais interessante, o padre feito por Clancy Brown (o inesquecível vilão Kurgan de “Highlander”), infelizmente sai de cena muito cedo.

O protagonista é um sujeito sem memória que acorda no meio do deserto e já de cara mata três mal encarados a sangue frio e com requintes de crueldade (naquela velha máxima roliudiana do cidadão que sofre de amnésia e esquece de tudo, menos de suas super habilidades marciais!). Ele é feito pelo feioso novo James Bond, Daniel Craig, que aqui atua no módulo “robô-sem-expressão”. A bela Olivia Wilde (a 13 de “House”) tem um personagem misterioso que ajuda os mocinhos a lutarem contra os aliens do título.

No final, vira uma bagunça só, com um monte de gente – inclusive índios - se juntando para combater os malvados aliens, que, ilogicamente, parecem e agem como um monte de ogros babões que dominam tecnologia avançadíssima. Se você desligar o cérebro por duas horas (o filme também é um pouco longo demais) dá até para se divertir. Pelo menos é bem feitinho, tem bons efeitos visuais e o elenco ajuda. Ou seja, dá pro gasto, desde que não se espere muito.

Cotação: * * 1/2

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

EM TEMPOS DE REFORMA DO PLANO DIRETOR A DEMOCRACIA É ATROPELADA PELO TRATOR

Para evitar a participação e fiscalização popular na próxima gestão do COMDEMA, a Administração Municipal agiu para desmobilizá-lo e agrupar ali apenas pessoas com os mesmos propósitos: a expansão imobiliária.

- Por Fábio Storari*, especial para a Folha do Japi

Plano diretor é o Instrumento básico de um processo de planejamento municipal para a implantação da política de desenvolvimento urbano, norteando a ação dos agentes públicos e privados.

Estamos em tempos de reforma do Plano Diretor do Município de Jundiaí. Atualmente, nosso plano é divido em 3 leis: a 415/04, que institui políticas públicas de planejamento, de forma global; a 7503/10, que está para ganhar novo número no mês de setembro e, possivelmente, outro até o final do ano trata do parcelamento, uso e ocupação do solo, ou lei do zoneamento; e, ainda, a lei 417/04, que institui o Sistema de Gestão da Serra do Japi.

Justamente nesse momento percebemos manobras do executivo da cidade colocando em risco a qualidade de vida de seus habitantes. Sim, risco, pois sempre que temos um uníssono no poder, perdemos a capacidade de argumentação, ficando a mercê dos desejos e desmandos de um só lado.

No nosso caso, é veemente a predominância da expansão imobiliária nos rumos apontados pela administração pública. Não interessa evoluir por meio do debate, o que interessa são os ganhos ao final do processo.

Enfraquecer a participação cidadã, impedindo que outros setores da sociedade sejam ouvidos e constituir um importante conselho como é o de meio ambiente, dando ênfase ao segmento da construção civil, é a tática que a atual administração adotou. Para isso, a Prefeitura impugnou - por falta de currículo - associações e representantes com histórico de debate democrático fundamentado, mas que tem causado muito desconforto para as pretensões do segmento.

Antes disso, protelou a reforma do Plano Diretor, que fora anunciada em fevereiro de 2011, com fala do secretário de planejamento e meio ambiente, Jaderson Spina, publicada pelo jornal de maior circulação da cidade. Segundo o secretário, teríamos um ano de debate para o novo Plano. Porém, de forma estratégica, protelou o início do processo até o fim da gestão de dois importantes conselhos para esse debate, o COMDEMA e o Conselho de Gestão da Serra do Japi, e começou o processo justamente no momento de transição dos mesmos.

Dessa forma, em tempos de reforma do Plano Diretor, a sociedade civil do COMDEMA, estará sendo representada pela Acijun (Associação dos Corretores Imobiliários), que passa a ocupar a vaga da Associação dos Servidores do Poder Judiciário, cujo representante seria eu, Fábio Storari, que ocupei o cargo de presidente do COMDEMA na última gestão (08/2009-08/2011); pela Proempi (Associação dos Empreendedores Imobiliários); pelo IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil) e pela Associação dos Engenheiros. Somente a OAB (Organização dos Advogados do Brasil) conseguiu uma vaga sem estar diretamente ligada ao setor. Ainda, a fundação Gordinho Cintra abocanhou duas vagas, como ONG ambientalista e como creche e escola Almerinda Chaves, lembrando que essa fundação tem interesses diretos na utilização de suas grandes áreas na zona de conservação da Serra do Japi.

Pior, o COMDEMA, que deveria ser tripartite, com representação do poder público municipal, estadual e da sociedade civil organizada, tem no segmento das ONGs ambientalistas uma funcionária da prefeitura, que apesar de ser concursada, ocupa cargo de confiança no segmento de sindicatos, uma cadeira para o sindicato dos funcionários públicos municipais, quebrando, assim, uma das bases na formação do Conselho, que é a igualdade de representação.

Por fim, o COATI, única ONG ambientalista com mais de 20 anos de histórico de ações no meio ambiente inscrita e que indicou um cidadão como representante, foi também impugnada e excluída do processo.

O COMDEMA, que alcançou um papel importante nos últimos tempos, de forma mais efetiva nos últimos dois anos, tem agora sua atuação limitada e direcionada para o interesse dos governantes e setores imobiliários. Para evitar a participação e fiscalização popular na próxima gestão do Conselho, a Administração Municipal agiu. Num ato de ingerência administrativa, afastou instituições e pessoas que sempre participaram gratuitamente da gestão do poder público por não aceitar debater assuntos de suma importância a todos. Assim, ao invés de consolidar esse órgão como um verdadeiro espaço de debate e de participação cidadã, preferiu desmobilizá-lo e agrupar ali apenas pessoas com os mesmos propósitos: a expansão imobiliária.

Preparem os seus corações, pois o trator da administração está apenas esquentando os motores.

*Ex-presidente do COMDEMA, formado em Direito, com especialização em Energia, Desenvolvimento, Meio ambiente e Licenciamento Ambiental.

Entrevista com Marcos Guaicuru sobre os rumos do PSL em Jundiaí


Abaixo, a entrevista que a Folha do Japi fez por email com Marcus Guaicuru, Tesoureiro do PSL, novo partido de oposição ao PSDB em Jundiaí.

1) Quem é o presidente do PSL em Jundiaí?
O empresário e cidadão Jundiaíense João Rocha.

2) Quais são as principais lideranças da cidade que aderiram ao partido?
Dr. Pacheco; Coronel Carbonari; Pastor Oziel Pompilho; Dra. Fatima Giassetti; Sargento Chicão; Eder Guglielmim; Professor Francisco D'urbano e outros lideres comunitários os quais serão divulgados em momento oportuno.

3) Por que resolveram sair do PPS e ir para o PSL?
Saimos todos do PPS por não concordar com o direcionamentoda Executiva Estadual. Infelizmente não nos foi dada autonomia para trabalharmos em favor de uma sociedade que não concorda com a administração atual, nos obrigando a seguir direcionamentos contrários às ideias do nosso grupo, como se fôssemos peças de xadrez comandadas por controle remoto e objetos descartáveis. O nosso grupo defende mudançaspara nossa cidade, a fim de darmos férias definitivas aos que estão no poder há quase trinta anos. Por não sermos marionetes é que decidimos em conjunto, sair de tal partido.

4) Qual a principal bandeira do PSL em Jundiaí?
Aplicar o que chamamos de democracia, fazendo jus à sigla que nos remete à liberdade. Liberdade esta que o cidadão, por ser um ser dinâmico, necessita para conviver bem em sociedade, erguer a bandeira da probidade administrativa e executá-la rigorosamente dentro dos padrões éticos, morais e legais, permitindo e fazendo com que o cidadão usufrua de tudo que lhe é devido pela municipalidade.

5) Como o PSL se posiciona em relação ao governo do PSDB em Jundiaí? Oposição? Neutro? Apoio? Por qual motivo?
O PSL se posiciona de forma totalmente oposto à situação, pelo simples fato de estarmos fadigados com a administraçâo atual que instaurou uma “ditadura civil” que administra não para o cidadão, mas apenas para os interesses de determinado povo (elite).

6) O PSL vai lançar candidato próprio para a prefeitura em 2012? Se sim, qual o nome mais cotado dentro do partido? Se não, quem pretende apoiar?
Candidatura majoritária é sempre interessante. Porém, citar nomes a priori seria cometer grande injustiça e indelicadeza, por termos pessoas de altíssimo nível em nosso grupo, em condições reais de alcançar segundo turno.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

PSL ganha 200 novos filiados e revela que vai fazer oposição ao PSDB nas próximas eleições


Na sexta-feira, dia 26 de agosto, o Partido Social Liberal (PSL) realizou um evento na Câmara Muncipal durante o qual se lançou como mais uma agremiação que fará oposição ao PSDB na disputa pelo poder político de Jundiaí. Roberto Siqueira, presidente estadual do PSL, justificou a escolha do partido pelo fato de o atual prefeito tucano Miguel Haddad não ter cumprido nenhum dos compromissos assumidos com a sigla nas eleições de 2008, onde o PSL fez parte da coligação que apoiou o PSDB.

O PSL ganhou força com a filiação de cerca de 200 militantes que deixaram o PPS pelo fato deste partido ser obrigado pela direção estadual a apoiar o PSDB no ano que vem. Entre os novos filiados, o maior destaque fica com o médico Dr. Pacheco, que ainda analisa se será candidato a prefeito pelo partido ou se vai se coligar com algum outra sigla progressista da cidade que faz oposição à oligarquia que domina a política em Jundiaí já há mais de 30 anos. Além disso, o PSL deve lançar pelo menos 15 candidatos a uma vaga na Câmara dos Vereadores nas eleições de 2012.

O Deputado Estadual Pedro Bigardi, maior liderança entre a esquerda progressita na região atualmente, participou do evento. Com a vinda do PSL as forças de oposição ao PSDB local vão ganhando força para a sucessão municipal em 2012.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Nos cinemas: "Planeta dos Macacos - A Origem"

MACACO BANAL

Lição de moral maniqueísta contra a ciência dilui qualquer pretensão maior desse prólogo de uma das maiores obras primas da ficção científica.

- por André Lux, crítico-spam

O “Planeta dos Macacos” original, de 1968, é considerado por muitos com uma obra prima da ficção científica no cinema. Seu impacto e sucesso na época foram tão grandes, principalmente pela conclusão que impressiona até hoje, que o filme deu origem a quatro continuações caça-níqueis (uma pior que a outra), uma série de TV e até uma refilmagem ridícula dirigida por Tim Burton recentemente.

Chega agora “Planeta dos Macacas – A Origem”, que os estadunidenses chamam de “prequel”, ou seja, uma espécie de prólogo do filme original. Só que se a gente pensar bem, o novo filme nada mais é do que uma refilmagem do terceiro episódio da série original, “A Conquista do Planeta dos Macacos”, que mostrava uma revolução simiesca liderada pelo filho de Cornélius e Zira.

Esse novo filme elege a ciência e sua busca por novas curas para doenças como os vilões da história. Assim, os macacos evoluem por causa de experiências feitas no laboratório de uma grande indústria farmacêutica, na qual os cientistas fazem o mal involuntariamente enquanto os homens de negócios são mostrados como gente sem qualquer escrúpulo.

O problema dessa abordagem é que esse é um conceito por demais complexo para ser pintado de forma tão maniqueísta. Tudo bem, mal tratar animais é algo abominável, assim como podemos questionar a ética de usá-los como cobaias em experiêncais. Todavia, quantas vidas foram salvas nos últimos séculos justamente por causa dessas experiências? No filme toda essa dualidade desaparecem e, devido à abordagem preto-no-branco, somos forçados a torcer para os macacos em sua luta por liberdade, o que transforma o líder César numa espécie de Che Guevara símio, outro sinal da esquizofrenia de uma cultura flácida e escapista que, na vida real, trata o revolucionário argentino como um enviado do diabo. Ou seja, tudo bem você se identificar com a luta e torcer por personagens iguais a Guevara no cinema, mas nunca no mundo real!

Existem várias referências ao filme original, porém nenhuma delas é inteligente o suficiente para se tornar marcante (por que mostrar o ator Charlton Heston em uma imagem de filme na TV e não no embarque da nave que seria a usada pelos astronautas na obra de 1968?). Tecnicamente o filme é bem feito, tem uma direção segura, excelente edição e trilha musical adequada de Patrick Doyle (dos filmes de Shakespeare de Kenneth Branagh). Os efeitos especiais também seguram bem o fato de serem macacos digitais, criados a partir da captura dos movimentos e expressões de atores humanos (Andy Serkis, que foi o Gollum na trilogia “O Senhor dos Anéis” dá vida ao protagonista César).

Porém, com uma lição de moral tão óbvia e maniqueísta, qualquer pretensão que o filme poderia ter acaba sendo diluída, transformando-o apenas em uma ficção científica banal e sem maiores consequências. Nem mesmo o final chega a ter qualquer impacto e deixa aberta a porta para continuações que certamente virão, já que o filme foi um grande sucesso de bilheteria e de crítica nos EUA.

De qualquer forma, nada supera a grandeza e o impacto, inclusive político, do filme original, dirigido por Franklin Schaffner que, entre outras qualidades, contém uma trilha musical incrivelmente inventiva e marcante do mestre Jerry Goldsmith. Vale mais a pena revê-lo.

Cotação: * * 1/2

domingo, 28 de agosto de 2011

O ponto sem retorno de Veja

Veja hoje é uma ameaça direta ao jornalismo da Folha, Estadão, Globo, aos membros da Associação Nacional dos Jornais, a todo o segmento da velha mídia, por ter atropelado todos os limites. Sua ação lançou a mancha da criminalização para toda a mídia.

- por Luis Nassif, em seu blog

Veja chegou a um ponto sem retorno. Em plena efervescência do caso Murdoch, com o fim da blindagem para práticas criminosas por parte da grande mídia no mundo todo, com toda opinião esclarecida discutindo os limites para a ação dá mídia, ela dá seu passo mais atrevido, com a tentativa de invasão do apartamento de José Dirceu e o uso de imagens dos vídeos do hotel, protegidas pelo sigilo legal.

Até agora, nenhum outro veículo da mídia repercutiu nenhuma das notícias: a da tentativa de invasão do apartamento de Dirceu, por ficar caracterizado o uso de táticas criminosas murdochianas no Brasil; e a matéria em si, um cozidão mal-ajambrado, uma sequência de ilações sem jornalismo no meio.

Veja hoje é uma ameaça direta ao jornalismo da Folha, Estadão, Globo, aos membros da Associação Nacional dos Jornais, a todo o segmento da velha mídia, por ter atropelado todos os limites. Sua ação lançou a mancha da criminalização para toda a mídia.

Quando Sidney Basile me procurou em 2008, com uma proposta de paz – que recusei – lá pelas tantas indaguei dele o que explicaria a maluquice da revista. Basile disse que as pessoas que assumiam a direção da revista de repente vestiam uma máscara de Veja que não tiravam nem para dormir.

Recusei o acordo proposto. Em parte porque não me era assegurado o direito de resposta dos ataques que sofri; em parte porque – mostrei para ele – como explicaria aos leitores e amigos do Blog a redução das críticas ao esgoto que jorrava da revista. Basile respondeu quase em desespero: "Mas você não está percebendo que estamos querendo mudar". Disse-lhe que não duvidava de suas boas intenções, mas da capacidade da revista de sair do lamaçal em que se meteu.

Não mudou. Esses processos de deterioração editorial dificilmente são reversíveis. Parece que todo o organismo desaprende regras básicas de jornalismo. Às vezes me pergunto se o atilado Roberto Civita, dos tempos da Realidade ou dos primeiros tempos de Veja, foi acometido de algum processo mental que lhe turvou a capacidade de discernimento.

Tempos atrás participei de um seminário promovido por uma fundação alemã. Na mesa, comigo, o grande Paulo Totti, que foi chefe de reportagem da Veja, meu chefe quando era repórter da revista. Em sua apresentação, Totti disse que nos anos 70 a revista podia ser objeto de muitas críticas, dos enfoques das matérias aos textos. "Mas nunca fomos acusados de mentir".

Definitivamente não sei o que se passa na cabeça de Roberto Civita e do Conselho Editorial da revista. Semana após semana ela se desmoraliza junto aos segmentos de opinião pública que contam, mesmo aqueles que estão do mesmo lado político da publicação. Pode contentar um tipo de leitor classe média pouco informado, que se move pelo efeito manada, não os que efetivamente contam. Mas com o tempo tende a envergonhar os próprios aliados.

Confesso que poucas vezes na história da mídia houve um processo tão clamoroso de marcha da insensatez, como o que acometeu a revista.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Prefeitura do PSDB ameaça despejar mais de mil famílias


O vereador Durval Orlato (PT) denunciou recentemente uma situação que, segundo ele, afeta quase mil famílias espalhadas por Jundiaí que obtiveram suas casas em programas habitacionais resultantes de planos de reurbanização de favelas. Por não conseguirem pagar a taxa mensal em certo momento do contrato, recebeam uma ameaça formal, por meio de uma carta da FUMAS (Fundação Municipal de Ação Social), que promete uma pressão por parte da Prefeitura no caso da persistência da dívida.

Segundo a denúncia, alguns dos projetos de reurbanização – como no caso da Favela da FEPASA -, ocorreram após muita pressão popular, nas quais foram feitas passeatas em direção à Prefeitura na década de 1990. “Eu e minha esposa atuávamos nas pastorais que davam suporte nessas comunidades, então, participamos de todas as ações de reivindicação de moradia digna para aquelas pessoas”, afirma Orlato.

Uma mãe de quatro filhos, que atualmente está desempregada e pede para não ser identificada com medo de sofrer represálias, procurou Orlato solicitando ajuda, pois não consegue pagar pela casa que recebeu no plano, em contrapartida ao seu “barraco” que foi destruído pela prefeitura. Naquele momento, essa senhora – como todos os beneficiados -, descobriu que deixou de ser proprietária para se tornar permissionária. Ou seja: enquanto a dívida não é quitada pelo proprietário, o imóvel passa a pertencer à Prefeitura.

Somente na FEPASA (a primeira favela a ser reurbanizada em Jundiaí) são quase 350 famílias nesta condição, o restante está dividido entre os complexos habitacionais do Engordadouro, Vila Esperança, Vila Padre Renato, Vila Ana, entre outros. A falha do processo, para Orlato, esta no contrato. “Cada família só teria direito a casa depois de pagarem tudo, durante 20 anos, mas se depois de alguns anos a família ficasse inadimplente, seria intimada e despejada - com medidas judiciais promovidas pela Prefeitura. E o dinheiro pago dos anos anteriores ao despejo não seria ressarcido. As famílias saem da condição de posse garantida da sua casa e viraram inquilinas”, denuncia.

O vereador petista diz que as medidas da Prefeitura são irregulares e mostram falta de planejamento urbano na cidade. “Existe um conceito de Regularização Fundiária que nada mais é que um conjunto de medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais que visam a regularização de assentamentos irregulares e a posse de seus ocupantes, de modo a garantir o direito social à moradia, o pleno desenvolvimento das funções sociais da propriedade urbana e o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Ademais, após certo tempo de moradia, o ocupante não pode ser removido”, argumenta.

A Prefeitura, por meio de nota, informou que a lei de responsabilidade fiscal impede que seja feita doação do imóvel. A nota também afirma que antes da entrega dos imóveis são realizadas reuniões com os beneficiados para esclarecer os termos dos contratos.

E diz que, quanto aos inadimplentes, a FUMAS oferece diversas formas de solução. “Existem diversas negociações para que o permissionário possa quitar suas dívidas, que é chamado para negociar o valor em aberto quando é registrado o terceiro mês consecutivo de falta de pagamento. A reintegração de posse é o último recurso utilizado, que só é colocado em prática quando são esgotadas as possibilidades de renegociação”, afirma a nota da Prefeitura.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

PCdoB lança pré-candidatura de Pedro Bigardi a prefeito de Jundiaí


Renato Rabelo, Pedro Bigardi, Orlando Silva e Tércio Marinho

Realizado dia 20 (sábado), na Câmara de Vereadores daquela cidade, o evento político reuniu representantes de diferentes partidos, integrantes do PCdoB da região, torcidas organizadas e as maiores expressões da legenda tanto em nível estadual quanto nacional.

Nem o frio intenso e a chuva foram capazes de tirar o ânimo de filiados e simpatizantes do PCdoB de Jundiaí, que reuniu pelo menos 400 pessoas durante a Conferência Municipal do partido.

Na oportunidade, além de dar posse à nova diretoria do Comitê Municipal do partido, o ato também serviu para referendar o nome do deputado estadual Pedro Bigardi como pré-candidato a prefeito nas eleições de 2012.

Eleito com quase 70 mil votos no pleito do ano passado, Bigardi confirmou a condição de maior liderança de esquerda da região de Jundiaí – formada por uma população de quase 1 milhão de habitantes.

“Em 2007, quando decidi me filiar ao PCdoB, lembro que fizemos uma reunião com 20 pessoas, aqui mesmo nesta Casa. Hoje, ao ver este Plenário completamente lotado, me sinto muito orgulhoso. Isso também é fruto do crescimento que o partido está tendo em todo o Brasil”, destacou.

O ato político organizado pelo PCdoB foi considerado pela imprensa da cidade como a largada para as disputas eleitorais do ano que vem.

Apoio maciço

Personalidades do partido – como o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, o ministro do Esporte, Orlando Silva, a deputada estadual Leci Brandão e o vereador paulistano Netinho de Paula – expressaram total apoio ao deputado Bigardi.

Representantes do PT, PV, PMDB, PSB e do recém-criado PSD na cidade também fizeram questão de ressaltar a importância do PCdoB e dos partidos de oposição ao atual governo do PSDB na luta por melhores condições de vida para a população jundiaiense.

Participaram ainda o prefeito de Várzea Paulista, Eduardo Pereira, os vereadores Enivaldo Ramos de Freitas, o Val (PTB), e Durval Orlato (PT), além do deputado federal Guilherme Campos (coordenador regional do PSD).

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ESPORTES: COLUNA DO ZÉ BOQUINHA

SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL – Continuamos a dar vexame. Passamos 90 minutos assitindo a Alemanha jogar. Continuamos a respeitar as equipes mais tradicionais do futebol mundial e não conseguimos mais jogar o futebol ofensivo que sempre foi o nosso forte - e mesmo jogando muito mal ainda fizemos 2 gols. O nosso maior símbolo esportivo está sendo banalizado, qualquer jogador mediano, e alguns abaixo de medíocres, estão sendo convocados e escalados. Já dissemos que o Mano vai morrer abraçado aos amigos. André Santos não tem nenhuma condição. O meio de campo tem a criatividade e a iniciativa de uma ostra em coma. Não temos mais aquele homem de área que sempre fez a diferença. Pato não é nem de longe um atacante que imponha respeito e o Robinho não deveria mais ser convocado. Quanto ao sistema, se você coloca 3 volantes sem criatividade, apenas para marcar, você deveria ter pelo menos uma defesa mais compacta. Nem isso temos. O saldo até agora da era Mano Menezes contra as grandes seleções é o de derrotas para Argentina, França e Alemanha e um empate de 0 a 0 contra Holanda. Fiasco na Copa América e nenhuma base que possa nos dar confiança e acreditar num esquema vencedor.

SELEÇÃO BRASILEIRA DE BASQUETE – Também no basquete não iremos para o pré olímpico com o que temos de melhor, que já não é muito. Nossos principais jogadores estão fora e o mais incrível está acontecendo. O basquete brasileiro no seu todo precisa e muito da mídia e o técnico argentino não deixa a imprensa mostrar os treinamentos. Há muito tempo não revelamos ninguém e se não nos classificarmos para os Jogos Olimpicos de Londres em 2012, o esporte que já foi bi-campeão do mundo e o segundo do país estará no fundo do poço

BASQUETE DA NBA – A Liga profissional norte americana continua em greve e está longe de chegar a um acordo entre os proprietários das equipes e o sindicato dos jogadores. A greve é patronal, e neste momento não há mais a relação de trabalho entre as duas partes. Os jogadores não podem mais treinar pois os Ginásios estão fechados e não pode haver nem contato entre eles e a comissão técnica. Com inicio previsto para final de outubro, a expectativa não é boa, e poderemos não ter a temporada

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Jundiaí: uma cidade dominada pelo medo

Infelizmente a Folha do Japi não será mais impressa e distribuída pela cidade. Durante esses quatros meses, tentamos levar até a população de Jundiaí informações, questionamentos e debates sobre temas que raramente são abordados pelo restante da mídia local. Mostramos que nossa cidade está muito longe de ser essa “Ilha da Fantasia” que o governo do PSDB, que já está há 20 anos no poder, tenta vender por meio de caríssimas peças de marketing – inclusive durante o horário nobre da rede Globo, um dos mais caros do planeta.

Nesse período, a Folha do Japi recebeu inúmeras mensagens de apoio e carinho, bem como ofertas de ajuda inclusive na distribuição do jornal. Mas, lamentavelmente, foi no aspecto financeiro que a coisa desandou. Mantido com recursos próprios e com pequenas contribuições dos poucos anunciantes que ousaram comprar um espaço no jornal, chegamos a um ponto em que não havia mais condições de manter a publicação do jornal.

E é ai que se revela o aspecto mais triste dessa história: muita gente que prometeu ajudar o jornal comprando espaço para publicidade desistiu da ideia quando percebeu que a Folha do Japi primava por manter uma postura firme e crítica frente ao poder público local. A justificativa para a desistência? Medo.

Sim, isso mesmo. Medo de sofrer represálias desse mesmo poder público. Inclusive, é preciso dizer, alguns de nossos anunciantes sofreram ameaças anônimas por terem aparecido em nossas páginas! Isso sem falar nos donos de bancas que receberam, logo no início da distribuição da Folha do Japi, uma carta com ameaças veladas feitas pelo maior distribuidor de jornais e revistas da cidade. A quem será que interessa ameaçar anunciantes e donos de bancas só porque compraram espaço publicitário e distribuíram um jornal que manteve postura independente e não alinhada com a propaganda oficial do governo tucano? Isso não podemos responder, infelizmente.

E nem vamos aqui falar das inúmeras falsas acusações, ameaças e difamações feitas contra o jornal e seus colaboradores - proferidas inclusive por funcionários de cargo comissionado da Prefeitura de Jundiaí durante o horário de expediente de trabalho nas redes sociais. Esse descaramento e falta de respeito aos valores democráticos e republicanos já nem impressiona mais ninguém.

Todos esses fatos lamentáveis demonstram que, apesar de já estarmos em pleno século 21, em Jundiaí ainda vivemos num clima antidemocrático, de terror e de ataques à liberdade de expressão que remetem aos períodos mais obscuros da ditadura cívico-militar que tomou o Brasil de assalto no golpe de estado de 1964 e durou 22 amargos anos, durante os quais centenas de homens, mulheres e até crianças foram presos, torturados e mortos simplesmente por discordarem dos “coronéis” de plantão.

Assim, incapaz de continuar arcando com os custos da produção impressa do jornal, a Folha do Japi vai continuar existindo apenas virtualmente, aqui no blog, nas redes sociais e nas inúmeras listas de e-mails que os cidadãos com caráter progressista da cidade possuem. Vamos tentar, quando possível, imprimir edições especiais do jornal quando houver algum tema de grande pertinência.

Perdemos uma batalha, é verdade. Mas não perdemos a guerra. Na verdade, quem sai perdendo mesmo é justamente a população de Jundiaí, que a partir de agora será privada de obter informações que mostram o outro lado da moeda da realidade local e também de conhecer opiniões que não se alinham com o que vende como “verdade única” a imprensa local e as milionárias peças de publicidade do governo do PSDB.

Entretanto, saímos com as cabeças erguidas e cientes de ter feito um bom trabalho, fato que pode ser medido facilmente pelo nível de ódio e de desespero das campanhas de difamação feitas contra o jornal por pessoas incivilizadas e de sem caráter que não aceitam ser contraditas ou sequer questionadas.

Dizem que o caráter de uma pessoa pode ser medido pelo tipo de amigos e inimigos que ela tem. Se for assim, a Folha do Japi e todos aqueles que ajudaram esse sonho a se tornar realidade, mesmo que por um breve período de tempo, tem um excelente caráter.

E vamos em frente, porque amanhã vai ser outro dia...

Obrigado a todos.

- André Lux, editor da Folha do Japi

sábado, 13 de agosto de 2011

Informação

A Folha do Japi está passando por um processo de reformulação e voltará a ser distrbuída em breve. Aguardem novas notícias.

André Lux, Editor da Folha do Japi

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Em Cartaz: "SUPER 8"

**ATENÇÃO: Essa crítica contém spoilers!**

SEM MAGIA

Roteiro mais furado que queijo suiço e repleto de absurdos detona pretensão de capturar o espírito dos filmes de aventura dos anos 80

- Por André Lux, crítico-spam

"Super 8" é uma tentativa do diretor J.J. Abrams (da série "Lost" e do novo "Star Trek") de reviver a época mágica dos filmes de aventura e ficção que fizeram a festa da garotada nos anos 80. Não é a toa que Steven Spielberg atua na produção.

Mas a receita desandou nessa espécie de "Os Goonies encontram E.T." que contém todos os ingredientes (ou clichês) que ajudaram a fazer o sucesso dos filmes originais (como dramas familiares, turma de amigos inseparáveis, o primeiro amor, etc). O problema inicial são os garotos escolhidos por Abrams para os papéis principais. Nenhum deles tem carisma ou talento suficientes para gerar empatia - alguns chegam a ser realmente chatos, como o gordinho que dirige o filme em Super 8 e o dentuço que adora fazer bombas (que, obviamente, serão usadas num ponto chave da trama). O romance do casalzinho central também não convence nem um minuto.

O segundo (e maior) problema é o roteiro, mais furado que queijo suiço, repleto de absurdos e falta de lógica. Por exemplo: como é que um monstro daquele tamanho ia ficar andando pela cidade roubando motores de carros e fornos de microondas de casas sem que ninguém o visse? Outra besteira enorme: até parece que os militares (que são os verdadeiros vilões, no limite do caricato) iam deixar um cientista que participou das pesquisas com o alien livre e solto depois que se rebelou contra o exército! Quer mais uma? Que tal deixarem os objetos que seriam usados para a construção da nave bem no meio da cidade? Eles não queriam capturar a criatura novamente? Então no mínimo iam levar os tais dispositivos para bem longe...

E por aí vai. Nem vale a pena ficar enumerando tudo. Outra coisa que detona o filme e suas pretensões é o fato do alien ser realmente malvado durante todo o filme, no estilo do terrível "Cloverfield", destruindo carros, ônibus e casas e literalmente comendo pessoas!  Então, quando tentam fazer um final no estilo emocionante de "E.T.", tudo soa absolutamente forçado e ridículo, por mais que tentem nos convencer que ele estava apenas bravo por ter sido mal tratado pelos milicos. Outro problema grave: os meninos, que deveriam ser os protagonistas da história, não tem realmente o que fazer ao ponto de a resolução da trama não ter qualquer participação deles (exceto como observadores), tão diferente de "E.T." ou mesmo "Os Goonies".

A única coisa boa do filme é a trilha musical de Michael Giacchino (colaborador constante de Abrams) que realmente contém um pouco da magia que o filme tenta capturar em vão. Nem mesmo o Super 8 rodado pelos meninos consegue ser trash o suficiente para ao menos gerar riso.

Esse é o típico caso em que o feitiço se virou contra os feiticeiros. O que é uma pena, pois um bom e divertido filme de ficção e aventura seria muito bem vindo nesses tempos de abominações insuportáveis como "Transformers" e "Fúria de Titãs 3D"...

Cotação: * *

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Guarda Municipal: Miguel Haddad (PSDB) não cumpriu promessa de campanha


Durante a campanha eleitoral, o atual prefeito Miguel Haddad prometeu que seriam contratados em sua administração 40 novos guardas municipais por ano. Entretanto, desde 2009 foram contratados apenas 11 novos guardas, só que oito ocuparam o lugar daqueles que se aposentaram (sete homens e uma mulher) e apenas três realmente estão somando à Corporação. Hoje, a Corporação possui apenas 270 guardas.

“Em 2009 e 2010 o saldo entre novos guardas municipais e os que se aposentaram foi de apenas quatro em dois anos. Hoje, se a promessa do prefeito fosse cumprida teríamos pelo menos 100 novos GMs e até o final do ano 120”, explica o vereador Durval Orlato (PT) que enviou ao Executivo um abaixo assinado com mais de 2,5 mil assinaturas anexado a um ofício cobrando o comando da Guarda e a Prefeitura para contratar 250 novos guardas.

Orlato estudou dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre o crescimento populacional de Jundiaí e chegou à seguinte conclusão: “A cidade cresceu 6% em apenas um ano (2010), o que representa um aumento de 20 mil habitantes, e a Prefeitura aumentou apenas quatro guardas em Jundiaí”, afirma o vereador.

Uma fonte da Folha do Japi ligada à Guarda Municipal, que preferiu não se identificar, confirmou a falta de contingente e ainda informou à reportagem que sobram equipamentos e viaturas, porque não há efetivo suficiente. A fonte ainda relatou que existem postos comunitários nas ruas sem guardas. Em janeiro deste ano a Guarda Municipal recebeu três novos jipes Marruá. Comprados por cerca de R$ 500 mil com recursos do governo federal, os veículos deveriam ser utilizados na fiscalização da Serra da Japi. Contudo, ainda de acordo com a fonte, não há pessoal para manusear os jipes.

Procurada pela Folha do Japi para explicar por quais motivos a promessa de campanha do atual prefeito Miguel Haddad não está sendo cumprida, a Prefeitura afirmou apenas que “para este ano, a Secretaria de Recursos Humanos realiza estudos para a ampliação do efetivo da GM”. Além disso, garante que “os equipamentos da GM estão sendo utilizados em sua totalidade, na abrangência para todas as ações desenvolvidas, seja pelo Canil, Anjos da Guarda (Ronda Escolar) – Guarda Comunitário, Divisão Florestal, Coordenadoria de Instrução e Formação.”

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Miguel Haddad (PSDB) perde verba para construção de UBS e revolta moradores do São Camilo

Para população, prefeito rejeitou R$ 500 mil para não favorecer adversários políticos


No dia 18 de setembro de 2009 foi despachada a emenda 3228/2009 na Câmara Federal, de autoria do Deputado Ivan Valente (PSOL-SP). Esta emenda tratava da liberação da quantia de 500 mil reais do Fundo Nacional de Saúde para construção de uma nova unidade básica de saúde no Jardim São Camilo em Jundiaí. A partir desta data, o dinheiro já estava disponível para utilização da Secretaria de Saúde de Jundiaí.

O Deputado teve ciência da necessidade, a partir de uma mobilização feita por moradores do Jardim São Camilo que procuraram o presidente do PSOL de Jundiaí, Vanderlei Victorino, que informou a assessoria do Deputado em São Paulo. “Fui procurado por lideranças comunitárias que me fizeram a solicitação e repassei para o Deputado, que rapidamente se prontificou em atender ao pedido”, ressalta.

A partir da liberação do recurso, a prefeitura de Jundiaí recebeu o prazo até o dia 31/12/2010 para apresentar o projeto arquitetônico, e assim receber o repasse do Ministério da Saúde. Segundo Victorino, a partir deste momento, os moradores procuraram a Secretaria de Saúde para poderem acompanhar o processo. “Fizemos uma reunião em março de 2010 com a Secretária de Saúde de Jundiaí, Dra. Tania Regina Pupo, que nos afirmou que a Secretaria de Obras estava cuidando do assunto”, comenta.

No processo de emendas parlamentares, caso o beneficiado não cumpra o prazo determinado, a verba retorna para o fundo orçamentário que a repassou, e para evitar a perda do recurso, os moradores trocaram diversos emails com funcionários da Secretaria de Saúde e com a própria Secretária. Victorino esteve envolvido nesses emails, e, neste sentido, buscou mais um reforço, o ex-vice-prefeito Luiz Fernando Machado, que se comprometeu em colaborar com a causa. “Foram diversos emails trocados, e sempre nos vinha a informação de que o trabalho estava evoluindo, além de uma segunda reunião que fizemos no mês de julho daquele ano”, destaca.

Segundo Victorino, no mês de novembro, os moradores receberam a notícia que a prefeitura não utilizaria o recurso tendo em vista que havia sido aprovado, na Câmara Municipal, o valor em torno de 250 mil reais para a obra, o que anularia a necessidade da utilização do repasse do governo federal. O projeto arquitetônico não foi apresentado, e a prefeitura perdeu o recurso. Os moradores se revoltaram com a informação.

Segundo a líder comunitária, Maurina Gomes dos Santos, houve desrespeito com os moradores do Jardim São Camilo. “O bairro é esquecido em todas as ações da prefeitura, são mais de 15 mil habitantes que tem que se deslocar para as unidades básicas de saúde dos bairros Vila Esperança e Jardim Tarumã, pois a unidade do bairro não consegue atender a demanda. O valor destinado pela prefeitura é muito menor, e se tivéssemos o adendo do recurso destinado pela emenda, seria possível investir mais em equipamentos, o que qualificaria muito mais o atendimento”, reclama. As obras referentes à nova unidade básica de saúde ainda não começaram. Para o presidente do PSOL, a decisão foi política. “Não aceitaram o recurso, pois se tratava de uma emenda de um Deputado do PSOL e uma verba do governo federal”, denuncia.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que a emenda encontra-se ativa, onde todas as exigências do Ministério da Saúde para o repasse foram atendidas, de acordo com a nota o valor total é de R$ 400 mil. “O montante será utilizado na construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) São Camilo, que terá a contrapartida da Prefeitura, cujo valor está vinculado ao valor total da obra. A primeira parcela do recurso já foi, inclusive, liberada. O restante está condicionado ao envio da ordem de serviço. O projeto arquitetônico para a construção da UBS São Camilo está concluído e licitado, restando agora a elaboração dos projetos complementares para início da obra”, diz a nota.

domingo, 31 de julho de 2011

Edição nº 17

Acaba de sair a 17ª edição do jornal que é diferente porque respeita a sua inteligência. Procure nas bancas, a distribuição é gratuita!








sexta-feira, 29 de julho de 2011

IV CONGRESSO ESTADUAL DE ARQUITETOS: A ATUALIDADE NA ARQUITETURA NACIONAL

- por Liane Makowski Almeida, presidente IAB/Jundiaí

Dentro da perspectiva da arquitetura e urbanismo como disciplinas que pensam o espaço construído com qualidade para a vida humana, na amplitude das relações sócio culturais, no tempo e espaço, é que se organizou o IV CONGRESSO DE ARQUITETOS SP.

Evento preparado pelo Instituto de Arquitetos de São Paulo (IAB/SP), com o apoio do Núcleo de Jundiaí, no Complexo Argos, em Jundiaí, entre os dias 29 e 31 de julho.

Os trabalhos abrangem três grandes eixos: Espaço Sustentável - o desenvolvimento sustentável e suas relações com a concepção espacial, e novas metodologias de pensar o espaço; Sociedade - as relações entre política e arquitetura, habitação de interesse social e sustentabilidade urbana; e Patrimônio - os modos e transformações na gestão do patrimônio arquitetônico, projeto de restauro na arquitetura e no urbanismo e a experiência da recuperação do conjunto em São Luiz do Paraitinga.

Outro foco do debate do Congresso é o novo cenário que se cria para o exercício da profissão com a instalação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU. A Lei Federal nº 12398/dez./2010 regulamenta o exercício da arquitetura e urbanismo, institui o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil – CAU/BR e dos Estados e Distrito Federal – CAU, com as eleições gerais desses Conselhos agendadas para outubro desse ano.

O evento também será uma oportunidade para reunir arquitetos para trocar informações sobre as diversas realidades regionais e enriquecer o repertório pessoal de cada profissional.