terça-feira, 17 de maio de 2011

As cidades são expressões da cultura e dos anseios de sua população

- por Beatriz Barberis Giorgi, arquiteta, com Mestrado na área de projeto, Vice Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, Núcleo Jundiaí e Membro do Conselho Municipal de Habitação da Prefeitura de Jundiaí

As cidades são formadas pelo que construímos, são expressões de nossa cultura, nossos anseios e necessidades. O espaço construído revela em sua proposta e sua beleza se causar prazer e felicidade para quem o vivencia.

A sensação de agrado vem de uma arquitetura que contribui para o conjunto construído, levando em consideração o contexto existente, com o intuito de valorizá-lo ou amenizá-lo em função da harmonia da paisagem em que está sendo inserida.

O arquiteto é responsável pelo seu projeto em relação à comunidade. Arquitetura não é somente a satisfação de seu cliente: é antes um compromisso ético para com a sociedade, pois forma o espaço urbano. Ao observarmos um edifício logo sabemos se nesse projeto houve preocupação com seu entorno, ou seja, com a integração com a paisagem existente.

Assim entendemos arquitetura inserida no contexto urbano, com um resultado de cuidado e atenção para com todos os detalhes de importância em termos de escala, estética e equilíbrio; ou, como recomenda  o arquiteto Lucio Costa, que o arquiteto procure transmitir ao conjunto edificado  “ritmo, expressão, unidade e clareza”, o que confere à obra o seu caráter de permanência. Como arte e desejo de propor soluções que, com os recursos oferecidos pelo desenvolvimento tecnológico, ofereçam resultados contemporâneos, símbolo de seu tempo e de contribuição para um aprimoramento cultural e social.

O que conta é o “talento do arquiteto”, isto é, a percepção que ele tem dos valores de sua época para manipular as técnicas e os materiais e assim formular o espaço a ser construído. A sociedade se verá refletida nos projetos que contenham tal percepção e, ao apreciá-los, poderá sentir-se prestigiada como cidadãos por se verem respeitados em suas necessidades.

*Publicado na edição número 6 da Folha do Japi

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