terça-feira, 19 de julho de 2011

Governo de Miguel Haddad termina às pressas e sem segurança obras na avenida Nove de Julho

Obra demorou mais de três anos e foi terminada às pressas

Jundiaí teve festa marcada para o dia nove de julho em deferência à reinauguração da Avenida Nove de Julho, com direito a corrida noturna, após mais de três anos em obras. O prefeito Miguel Haddad está comemorando o término das obras e, por meio de nota, quer fazer crer que ela faz parte de “um conjunto de intervenções que refletem o desenvolvimento econômico e social, observado em Jundiaí nos últimos anos”.

Haddad afirma também que existe um crescimento ordenado e planejado que tem contribuído para a cidade se tornar um dos principais pólos industriais e logísticos da América Latina, o que automaticamente amplia o fluxo de veículos e pessoas na cidade, que precisa estar dotada de infraestrutura necessária para comportar o progresso observado.

O presidente da Delegacia Regional do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, Luiz Antonio Pellegrini Bandini, discorda da opinião do governo Miguel Haddad. “Jundiaí está tomada pela especulação imobiliária e ninguém consegue ordenar crescimento nesta situação. Mesmo que houvesse um planejamento robusto, com certeza não conseguiria ser executado, pois os interesses dos donos das construtoras são mais fortes”, denuncia.

Segundo Bandini, a obra foi necessária pela parte hidráulica, pois a avenida foi projetada em cima de um fundo de vale. “Mas ela foi lenta e pouco discutida com a cidade. A Prefeitura fez como quis, dando muito mais ênfase à parte arquitetônica, esquecendo de termos técnicos básicos”, afirma.

Para o ex-Secretário de Transportes da cidade de São Paulo e atual morador de Jundiaí, Lúcio Gregori, a reforma foi uma verdadeira seqüência de erros. “Diminuíram a calçada em uma clara intenção de privilegiar os automóveis, que foi confirmada em seguida, quando aumentaram a faixa de rolamento. Não respeitaram a mata ciliar prescrita em lei, além do sistema de iluminação que é muito estranho, pois devido à inclinação, acaba atrapalhando a todos que descem das travessas para a avenida”, comenta. Para Gregori, o pior é a falta de proteção do rio. “Deixaram uma avenida extensa sem proteção no rio, transformando-o em um grande perigo, como se não tivesse morrido ainda ninguém”, dispara.

Para o ex-Secretário de Transportes de Jundiaí, José Carlos Sacramoni, a falta de proteção resulta em um grande problema, onde a solução seria implantar as chamadas 'barreiras de New Jersey', construída em concreto e com elevada resistência ao choque - semelhante às margens da avenida Antônio Frederico Ozanan. Outra opção seria aplicar no entorno do córrego defensas metálicas – é o sistema que oferece maior segurança, devido à capacidade de retenção de veículos, assegurando o menor risco de ferimentos aos motoristas e passageiros. “A função destas defesas é lançar o veículo de volta para a pista, evitando que caia em algum canal”, analisa Sacramoni.

A Prefeitura instalou apenas proteções de vidro nas passagens de pedestres nas pontes, o que, na opinião dos especialistas, é um absurdo, pois no caso de um impacto ou atropelamento o vidro, além de não oferecer proteção nenhuma, pode causar lesões terríveis nos motoristas e pedestres.

Obra foi realizada com verba do Governo Federal

A vereadora Marilena Negro (PT) afirmou estar fiscalizando todos os convênios firmados pela Prefeitura e garante que o recurso utilizado para obra é proveniente do Programa Saneamento para Todos do PAC, enviado ainda durante o governo Lula. “Nenhuma propaganda foi divulgada sobre o investimento do Governo Federal para a obra”, critica a vereadora.

Foram repassados R$ 43 milhões do programa para Jundiaí, porém, a Prefeitura não respondeu para a reportagem da Folha do Japi qual foi o total gasto na reforma da avenida Nove de Julho. Calcula-se algo em torno de R$ 34 milhões.

6 comentários:

Anônimo disse...

Jornalzinho muito fraco, não consegue ser oposição realmente sinto falta disso nesta cidade. Semana passada no posto de gasolina peguei um exemplar do mesmo com criticas sobre os vidros instalados na avenida e as criticas terminadas com exclamação. Fraquíssimo este jornal, esta matéria a qual comento poderia ser uma crítica muito mais estruturada e agressiva, ao invés de simplesmente colocar citações de outras pessoas cadê o conteúdo ? O desenvolvimento da própria crítica no artigo ?

Folha do Japi disse...

A Folha do Japi não tem o objetivo de fazer "oposição" a ninguém, apenas de fazer jornalismo série e investigativo na cidade. Não emitimos opinião sobre os assuntos, exceto no espaço Opinião do Jornal na página 2. Quem deve criticar ou elogia são os entrevistados pelo jornalista.

Saudações.

Anônimo disse...

Não encontrei na banca desse domingo. Sinto que o jornal não tem muita organização.

Folha do Japi disse...

Houve um atraso na impressão da edição desta semana, que estará nas bancas apenas a partir de segunda-feira.

Anônimo disse...

é isso ae, esse jornalzinho é muito fraco mesmo, não têm verba da prefeitura, não tem comissionado na equipe, nem ao menos algum parente, ainda, não tem um cara de mente brilhante e sabedoria única como o pacocão do JJ e dpois para fundar ele vcs não foram nem capazes de passar a perna em alguém, ah!!!vc são muito fracos, muito integros, gostos de jornais q se torcermos ou sai sangue ou sai merda, da licenca q vou em alguma banca mais próxima pagar R$3 em um jornal de verdade, tchauu!!!não vejo a hora de ler aquele escremento editorial do pacocão!fui!

Anônimo disse...

Como se verba de prefeitura fosse algo bom... Pelo menos eles nao tentam fazer uma aplogia beneficiando o Miguel. Pq a obra realmente foi uma droga. E se quer uma reportagem sencionalista vai ler Veja. Um bom jornal e aquele que dispoe as informacoes verossimeis. Nao as gritantes.