segunda-feira, 4 de julho de 2011

Secretário de Finanças da Prefeitura de Jundiaí contesta matéria da Folha do Japi

O secretário de Finanças da Prefeitura de Jundiaí, José Antonio Parimoschi, contestou a matéria da página 3 da Folha do Japi número 13:

"Com todo respeito à sua publicação, mas ela não condiz com as informações que prestamos sobre a Consulta Pública. Sua publicação, além de distorcer as informações sobre o programa, sonega a informação sobre a pesquisa com 2.000 moradores, realizada em todos os bairros da cidade, antes de iniciarmos a consulta pública pela internet. São duas etapas, que se complementam. E, você que é jornalista, sabe que a amostra do universo pesquisado de 2.000 entrevistados, é mais que suficiente para representar o conjunto da nossa população. Isso, sem contar os demais 1.775 que responderam pela internet. Feitos os esclarecimentos necessários, para preservar a informação da forma como ela foi prestada, me despeço. att José Antonio Parimoschi"

Resposta do repórter Felipe Andrade Silva, autor da matéria:

Caro senhor Secretário de Finanças, José Antonio Parimoschi,
Fui notificado sobre a sua observação quanto à matéria “Apenas 1% da população participa de consulta pública feita pela prefeitura” contida na página três da décima terceira edição do Jornal Folha do Japi. Informo que sou o autor da reportagem e vou elucidar sobre o processo adotado para a obtenção das informações:

1) No dia 22 de junho, às 11h40min, solicitei uma entrevista com o senhor pelo sistema disponível no portal da cidadania, obtendo o número de protocolo KA811612. Foram enviadas duas perguntas, sendo que uma se referia ao método a ser utilizado para atender as prioridades apontadas pela população e a segunda indagava sobre quais ações o programa adotaria para aumentar a participação popular. Eu estava baseado na informação das 1.775 participações;

2) Obtive a resposta no mesmo dia, às 17h36min, através da assessora de comunicação, Cintia Souza, que enviou um release, elaborado pela assessoria, que segundo ela, continha as informações solicitadas.

Tendo em vista o seu questionamento, e após nova análise no release, constatei a existência da informação referida. Informo que na primeira leitura feita a informação não teve a sua devida relevância pelo fato de estar fora da chamada da matéria, assim como em formato de citação, fatos estes que a fizeram se tornar menos relevante dos que as primeiras informações descritas.

A linha fina utilizada pelo redator da nota também ajudou na confusão, sendo: “Jundiaí está no rumo certo para maioria dos 1.775 participantes”, onde a frase induz ao entendimento que somente o número de participantes que responderam pela internet estava contabilizado.

O atual modelo de atendimento adotado pela assessoria de comunicação da Prefeitura colabora para certos contratempos, pois responde todas as solicitações do Jornal Folha do Japi, até hoje, por meio de nota, e, inclusive neste caso, ignorou as perguntas feitas e enviou um release com informações sumarizadas, não respondendo claramente as especificidades abordadas nas questões.

O fato de responder por meio de nota, e normalmente bem próximo do fechamento, impede que sejam feitas as eventuais réplicas.

Em suma, lamento pelo engano. Baseando-se na informação, foram ouvidos 3775 munícipes, resultando em 1,02% da população. No entanto, quando o texto afirma: Das 1.775 pessoas que participaram desta edição, 925 foram mulheres e 850 foram homens. “A mulher é uma excelente planejadora; especialmente aquela que administra sua casa e que, além das obrigações profissionais, ela sabe da importância de se definir prioridades no orçamento, analisou o secretário de Finanças", José Antonio Parimoschi. “A mulher tem mais sensibilidade para os problemas sociais”, completou, fica claro que somente as informações coletadas na internet foram usadas nas estatísticas, fator que também contribuiu para o engano.

Abaixo a nota completa enviada pela assessoria da Secretaria de Finanças:

- CONSULTA PÚBLICA 2012 -
Jundiaí está no rumo certo para maioria dos 1.775 participantes

Jundiaí, 16 de junho de 2011. A população atendeu ao pedido da Prefeitura de Jundiaí para participar da consulta pública online ao orçamento 2012, e a secretaria de Finanças registrou recorde de contribuições. Em dois meses, 1.775 pessoas responderam ao questionário eletrônico. As informações recebidas podem ser utilizadas pela administração para lastrear os projetos elaborados pelas secretarias.

A consulta pública é o primeiro passo para a elaboração do orçamento municipal. Agora, de posse das informações, as secretarias vão analisar os números e as indicações do cidadão. “A ideia é cruzar os resultados da pesquisa eletrônica com as informações da pesquisa de campo, realizada no mês de abril, com dois mil moradores, que conseguiu mapear todos os bairros da cidade”, adiantou o secretário de Finanças, José Antonio Parimoschi.

A dinâmica da Consulta Pública permitiu que as pessoas apontassem as
necessidades e demandas do seu bairro. Mas é importante lembrar, como já
explicou o secretário, que as ações devem ter alcance coletivo.

Para o prefeito Miguel Haddad, a Consulta Pública completa a visão de
planejamento de cada secretaria, que leva em consideração a realidade social e urbana da cidade. “É muito importante destacar que as informações são apontadas pelas pessoas que conhecem os problemas, usam os serviços públicos e vivenciam o dia a dia do bairro. E, quanto maior a participação, mais próximo da realidade das pessoas será o orçamento da cidade”, destacou.

Resultados apontam caminhos

Durante dois meses, o cidadão opinou e sugeriu temas como saúde, segurança,
educação, trânsito e transporte coletivo e outros serviços e ações que afetam o dia a dia de cada um. A participação foi bastante heterogênea, conforme previu Parimoschi: a faixa etária que se destacou foi a de adultos entre 25 e 34 anos (33,63%). Cidadãos entre de 35 a 44 anos (24,51%), 45 a 59 anos (22,31%) e jovens entre 16 e 24 anos (15,77%). Os aposentados também se manifestaram 3,77% das pessoas que responderam ao questionário tinham mais de 60 anos. “É com a participação dos principais atores sociais homens, mulheres e jovens que vamos conseguir construir um orçamento mais próximo da necessidade das pessoas. Por isso a participação de todos foi muito importante”, avaliou Parimoschi.

A sexta edição do programa Consulta Pública apresentou empate nas duas primeiras posições: Organização do Trânsito, Pavimentação e Conservação das
Vias Públicas foram os principais problemas apontados por 11,49% dos participantes. Em terceiro lugar, com 11,04% das opiniões, Ações de Apoio à
Segurança Pública e, em quarto lugar, Transporte Coletivo foi apontado como um problema da cidade para 6,87% das pessoas que responderam ao questionário eletrônico. “As opiniões do cidadão jundiaiense já começam a nos sinalizar as áreas que merecem nossa atenção”, analisou o secretário.

As demandas apontadas pelos participantes não refletiram, no entanto, na
percepção que as pessoas têm sobre a cidade como um todo: 30,25% deram nota
sete e 24,68% avaliaram com a nota oito a qualidade de vida oferecida a todos os jundiaienses. “Esta avaliação reflete que estamos no caminho certo”, comentou o prefeito Miguel Haddad quando soube dos resultados. A avaliação do prefeito está em sintonia com a opinião dos participantes da Consulta Pública: 62,76% dos jundiaienses estão satisfeitos morando em Jundiaí e satisfeitas morando em Jundiaí e 43,15% acreditam que do ponto de vista da qualidade de vida, Jundiaí está no rumo certo.

Mulheres foram, mesmo, a maioria
Ao longo dos dois meses, as mulheres foram maioria em todas as parciais divulgadas pela Prefeitura de Jundiaí por meio da secretaria de Finanças. Das 1.775 pessoas que participaram desta edição, 925 foram mulheres e 850 foram homens. “A mulher é uma excelente planejadora; especialmente aquela que administra sua casa e que, além das obrigações profissionais, ela sabe da importância de se definir prioridades no orçamento”, analisou o secretário de Finanças, José Antonio Parimoschi. “A mulher tem mais sensibilidade para os problemas sociais”, completou.

Nenhum comentário: