quarta-feira, 31 de agosto de 2011

EM TEMPOS DE REFORMA DO PLANO DIRETOR A DEMOCRACIA É ATROPELADA PELO TRATOR

Para evitar a participação e fiscalização popular na próxima gestão do COMDEMA, a Administração Municipal agiu para desmobilizá-lo e agrupar ali apenas pessoas com os mesmos propósitos: a expansão imobiliária.

- Por Fábio Storari*, especial para a Folha do Japi

Plano diretor é o Instrumento básico de um processo de planejamento municipal para a implantação da política de desenvolvimento urbano, norteando a ação dos agentes públicos e privados.

Estamos em tempos de reforma do Plano Diretor do Município de Jundiaí. Atualmente, nosso plano é divido em 3 leis: a 415/04, que institui políticas públicas de planejamento, de forma global; a 7503/10, que está para ganhar novo número no mês de setembro e, possivelmente, outro até o final do ano trata do parcelamento, uso e ocupação do solo, ou lei do zoneamento; e, ainda, a lei 417/04, que institui o Sistema de Gestão da Serra do Japi.

Justamente nesse momento percebemos manobras do executivo da cidade colocando em risco a qualidade de vida de seus habitantes. Sim, risco, pois sempre que temos um uníssono no poder, perdemos a capacidade de argumentação, ficando a mercê dos desejos e desmandos de um só lado.

No nosso caso, é veemente a predominância da expansão imobiliária nos rumos apontados pela administração pública. Não interessa evoluir por meio do debate, o que interessa são os ganhos ao final do processo.

Enfraquecer a participação cidadã, impedindo que outros setores da sociedade sejam ouvidos e constituir um importante conselho como é o de meio ambiente, dando ênfase ao segmento da construção civil, é a tática que a atual administração adotou. Para isso, a Prefeitura impugnou - por falta de currículo - associações e representantes com histórico de debate democrático fundamentado, mas que tem causado muito desconforto para as pretensões do segmento.

Antes disso, protelou a reforma do Plano Diretor, que fora anunciada em fevereiro de 2011, com fala do secretário de planejamento e meio ambiente, Jaderson Spina, publicada pelo jornal de maior circulação da cidade. Segundo o secretário, teríamos um ano de debate para o novo Plano. Porém, de forma estratégica, protelou o início do processo até o fim da gestão de dois importantes conselhos para esse debate, o COMDEMA e o Conselho de Gestão da Serra do Japi, e começou o processo justamente no momento de transição dos mesmos.

Dessa forma, em tempos de reforma do Plano Diretor, a sociedade civil do COMDEMA, estará sendo representada pela Acijun (Associação dos Corretores Imobiliários), que passa a ocupar a vaga da Associação dos Servidores do Poder Judiciário, cujo representante seria eu, Fábio Storari, que ocupei o cargo de presidente do COMDEMA na última gestão (08/2009-08/2011); pela Proempi (Associação dos Empreendedores Imobiliários); pelo IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil) e pela Associação dos Engenheiros. Somente a OAB (Organização dos Advogados do Brasil) conseguiu uma vaga sem estar diretamente ligada ao setor. Ainda, a fundação Gordinho Cintra abocanhou duas vagas, como ONG ambientalista e como creche e escola Almerinda Chaves, lembrando que essa fundação tem interesses diretos na utilização de suas grandes áreas na zona de conservação da Serra do Japi.

Pior, o COMDEMA, que deveria ser tripartite, com representação do poder público municipal, estadual e da sociedade civil organizada, tem no segmento das ONGs ambientalistas uma funcionária da prefeitura, que apesar de ser concursada, ocupa cargo de confiança no segmento de sindicatos, uma cadeira para o sindicato dos funcionários públicos municipais, quebrando, assim, uma das bases na formação do Conselho, que é a igualdade de representação.

Por fim, o COATI, única ONG ambientalista com mais de 20 anos de histórico de ações no meio ambiente inscrita e que indicou um cidadão como representante, foi também impugnada e excluída do processo.

O COMDEMA, que alcançou um papel importante nos últimos tempos, de forma mais efetiva nos últimos dois anos, tem agora sua atuação limitada e direcionada para o interesse dos governantes e setores imobiliários. Para evitar a participação e fiscalização popular na próxima gestão do Conselho, a Administração Municipal agiu. Num ato de ingerência administrativa, afastou instituições e pessoas que sempre participaram gratuitamente da gestão do poder público por não aceitar debater assuntos de suma importância a todos. Assim, ao invés de consolidar esse órgão como um verdadeiro espaço de debate e de participação cidadã, preferiu desmobilizá-lo e agrupar ali apenas pessoas com os mesmos propósitos: a expansão imobiliária.

Preparem os seus corações, pois o trator da administração está apenas esquentando os motores.

*Ex-presidente do COMDEMA, formado em Direito, com especialização em Energia, Desenvolvimento, Meio ambiente e Licenciamento Ambiental.

Entrevista com Marcos Guaicuru sobre os rumos do PSL em Jundiaí


Abaixo, a entrevista que a Folha do Japi fez por email com Marcus Guaicuru, Tesoureiro do PSL, novo partido de oposição ao PSDB em Jundiaí.

1) Quem é o presidente do PSL em Jundiaí?
O empresário e cidadão Jundiaíense João Rocha.

2) Quais são as principais lideranças da cidade que aderiram ao partido?
Dr. Pacheco; Coronel Carbonari; Pastor Oziel Pompilho; Dra. Fatima Giassetti; Sargento Chicão; Eder Guglielmim; Professor Francisco D'urbano e outros lideres comunitários os quais serão divulgados em momento oportuno.

3) Por que resolveram sair do PPS e ir para o PSL?
Saimos todos do PPS por não concordar com o direcionamentoda Executiva Estadual. Infelizmente não nos foi dada autonomia para trabalharmos em favor de uma sociedade que não concorda com a administração atual, nos obrigando a seguir direcionamentos contrários às ideias do nosso grupo, como se fôssemos peças de xadrez comandadas por controle remoto e objetos descartáveis. O nosso grupo defende mudançaspara nossa cidade, a fim de darmos férias definitivas aos que estão no poder há quase trinta anos. Por não sermos marionetes é que decidimos em conjunto, sair de tal partido.

4) Qual a principal bandeira do PSL em Jundiaí?
Aplicar o que chamamos de democracia, fazendo jus à sigla que nos remete à liberdade. Liberdade esta que o cidadão, por ser um ser dinâmico, necessita para conviver bem em sociedade, erguer a bandeira da probidade administrativa e executá-la rigorosamente dentro dos padrões éticos, morais e legais, permitindo e fazendo com que o cidadão usufrua de tudo que lhe é devido pela municipalidade.

5) Como o PSL se posiciona em relação ao governo do PSDB em Jundiaí? Oposição? Neutro? Apoio? Por qual motivo?
O PSL se posiciona de forma totalmente oposto à situação, pelo simples fato de estarmos fadigados com a administraçâo atual que instaurou uma “ditadura civil” que administra não para o cidadão, mas apenas para os interesses de determinado povo (elite).

6) O PSL vai lançar candidato próprio para a prefeitura em 2012? Se sim, qual o nome mais cotado dentro do partido? Se não, quem pretende apoiar?
Candidatura majoritária é sempre interessante. Porém, citar nomes a priori seria cometer grande injustiça e indelicadeza, por termos pessoas de altíssimo nível em nosso grupo, em condições reais de alcançar segundo turno.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

PSL ganha 200 novos filiados e revela que vai fazer oposição ao PSDB nas próximas eleições


Na sexta-feira, dia 26 de agosto, o Partido Social Liberal (PSL) realizou um evento na Câmara Muncipal durante o qual se lançou como mais uma agremiação que fará oposição ao PSDB na disputa pelo poder político de Jundiaí. Roberto Siqueira, presidente estadual do PSL, justificou a escolha do partido pelo fato de o atual prefeito tucano Miguel Haddad não ter cumprido nenhum dos compromissos assumidos com a sigla nas eleições de 2008, onde o PSL fez parte da coligação que apoiou o PSDB.

O PSL ganhou força com a filiação de cerca de 200 militantes que deixaram o PPS pelo fato deste partido ser obrigado pela direção estadual a apoiar o PSDB no ano que vem. Entre os novos filiados, o maior destaque fica com o médico Dr. Pacheco, que ainda analisa se será candidato a prefeito pelo partido ou se vai se coligar com algum outra sigla progressista da cidade que faz oposição à oligarquia que domina a política em Jundiaí já há mais de 30 anos. Além disso, o PSL deve lançar pelo menos 15 candidatos a uma vaga na Câmara dos Vereadores nas eleições de 2012.

O Deputado Estadual Pedro Bigardi, maior liderança entre a esquerda progressita na região atualmente, participou do evento. Com a vinda do PSL as forças de oposição ao PSDB local vão ganhando força para a sucessão municipal em 2012.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Nos cinemas: "Planeta dos Macacos - A Origem"

MACACO BANAL

Lição de moral maniqueísta contra a ciência dilui qualquer pretensão maior desse prólogo de uma das maiores obras primas da ficção científica.

- por André Lux, crítico-spam

O “Planeta dos Macacos” original, de 1968, é considerado por muitos com uma obra prima da ficção científica no cinema. Seu impacto e sucesso na época foram tão grandes, principalmente pela conclusão que impressiona até hoje, que o filme deu origem a quatro continuações caça-níqueis (uma pior que a outra), uma série de TV e até uma refilmagem ridícula dirigida por Tim Burton recentemente.

Chega agora “Planeta dos Macacas – A Origem”, que os estadunidenses chamam de “prequel”, ou seja, uma espécie de prólogo do filme original. Só que se a gente pensar bem, o novo filme nada mais é do que uma refilmagem do terceiro episódio da série original, “A Conquista do Planeta dos Macacos”, que mostrava uma revolução simiesca liderada pelo filho de Cornélius e Zira.

Esse novo filme elege a ciência e sua busca por novas curas para doenças como os vilões da história. Assim, os macacos evoluem por causa de experiências feitas no laboratório de uma grande indústria farmacêutica, na qual os cientistas fazem o mal involuntariamente enquanto os homens de negócios são mostrados como gente sem qualquer escrúpulo.

O problema dessa abordagem é que esse é um conceito por demais complexo para ser pintado de forma tão maniqueísta. Tudo bem, mal tratar animais é algo abominável, assim como podemos questionar a ética de usá-los como cobaias em experiêncais. Todavia, quantas vidas foram salvas nos últimos séculos justamente por causa dessas experiências? No filme toda essa dualidade desaparecem e, devido à abordagem preto-no-branco, somos forçados a torcer para os macacos em sua luta por liberdade, o que transforma o líder César numa espécie de Che Guevara símio, outro sinal da esquizofrenia de uma cultura flácida e escapista que, na vida real, trata o revolucionário argentino como um enviado do diabo. Ou seja, tudo bem você se identificar com a luta e torcer por personagens iguais a Guevara no cinema, mas nunca no mundo real!

Existem várias referências ao filme original, porém nenhuma delas é inteligente o suficiente para se tornar marcante (por que mostrar o ator Charlton Heston em uma imagem de filme na TV e não no embarque da nave que seria a usada pelos astronautas na obra de 1968?). Tecnicamente o filme é bem feito, tem uma direção segura, excelente edição e trilha musical adequada de Patrick Doyle (dos filmes de Shakespeare de Kenneth Branagh). Os efeitos especiais também seguram bem o fato de serem macacos digitais, criados a partir da captura dos movimentos e expressões de atores humanos (Andy Serkis, que foi o Gollum na trilogia “O Senhor dos Anéis” dá vida ao protagonista César).

Porém, com uma lição de moral tão óbvia e maniqueísta, qualquer pretensão que o filme poderia ter acaba sendo diluída, transformando-o apenas em uma ficção científica banal e sem maiores consequências. Nem mesmo o final chega a ter qualquer impacto e deixa aberta a porta para continuações que certamente virão, já que o filme foi um grande sucesso de bilheteria e de crítica nos EUA.

De qualquer forma, nada supera a grandeza e o impacto, inclusive político, do filme original, dirigido por Franklin Schaffner que, entre outras qualidades, contém uma trilha musical incrivelmente inventiva e marcante do mestre Jerry Goldsmith. Vale mais a pena revê-lo.

Cotação: * * 1/2

domingo, 28 de agosto de 2011

O ponto sem retorno de Veja

Veja hoje é uma ameaça direta ao jornalismo da Folha, Estadão, Globo, aos membros da Associação Nacional dos Jornais, a todo o segmento da velha mídia, por ter atropelado todos os limites. Sua ação lançou a mancha da criminalização para toda a mídia.

- por Luis Nassif, em seu blog

Veja chegou a um ponto sem retorno. Em plena efervescência do caso Murdoch, com o fim da blindagem para práticas criminosas por parte da grande mídia no mundo todo, com toda opinião esclarecida discutindo os limites para a ação dá mídia, ela dá seu passo mais atrevido, com a tentativa de invasão do apartamento de José Dirceu e o uso de imagens dos vídeos do hotel, protegidas pelo sigilo legal.

Até agora, nenhum outro veículo da mídia repercutiu nenhuma das notícias: a da tentativa de invasão do apartamento de Dirceu, por ficar caracterizado o uso de táticas criminosas murdochianas no Brasil; e a matéria em si, um cozidão mal-ajambrado, uma sequência de ilações sem jornalismo no meio.

Veja hoje é uma ameaça direta ao jornalismo da Folha, Estadão, Globo, aos membros da Associação Nacional dos Jornais, a todo o segmento da velha mídia, por ter atropelado todos os limites. Sua ação lançou a mancha da criminalização para toda a mídia.

Quando Sidney Basile me procurou em 2008, com uma proposta de paz – que recusei – lá pelas tantas indaguei dele o que explicaria a maluquice da revista. Basile disse que as pessoas que assumiam a direção da revista de repente vestiam uma máscara de Veja que não tiravam nem para dormir.

Recusei o acordo proposto. Em parte porque não me era assegurado o direito de resposta dos ataques que sofri; em parte porque – mostrei para ele – como explicaria aos leitores e amigos do Blog a redução das críticas ao esgoto que jorrava da revista. Basile respondeu quase em desespero: "Mas você não está percebendo que estamos querendo mudar". Disse-lhe que não duvidava de suas boas intenções, mas da capacidade da revista de sair do lamaçal em que se meteu.

Não mudou. Esses processos de deterioração editorial dificilmente são reversíveis. Parece que todo o organismo desaprende regras básicas de jornalismo. Às vezes me pergunto se o atilado Roberto Civita, dos tempos da Realidade ou dos primeiros tempos de Veja, foi acometido de algum processo mental que lhe turvou a capacidade de discernimento.

Tempos atrás participei de um seminário promovido por uma fundação alemã. Na mesa, comigo, o grande Paulo Totti, que foi chefe de reportagem da Veja, meu chefe quando era repórter da revista. Em sua apresentação, Totti disse que nos anos 70 a revista podia ser objeto de muitas críticas, dos enfoques das matérias aos textos. "Mas nunca fomos acusados de mentir".

Definitivamente não sei o que se passa na cabeça de Roberto Civita e do Conselho Editorial da revista. Semana após semana ela se desmoraliza junto aos segmentos de opinião pública que contam, mesmo aqueles que estão do mesmo lado político da publicação. Pode contentar um tipo de leitor classe média pouco informado, que se move pelo efeito manada, não os que efetivamente contam. Mas com o tempo tende a envergonhar os próprios aliados.

Confesso que poucas vezes na história da mídia houve um processo tão clamoroso de marcha da insensatez, como o que acometeu a revista.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Prefeitura do PSDB ameaça despejar mais de mil famílias


O vereador Durval Orlato (PT) denunciou recentemente uma situação que, segundo ele, afeta quase mil famílias espalhadas por Jundiaí que obtiveram suas casas em programas habitacionais resultantes de planos de reurbanização de favelas. Por não conseguirem pagar a taxa mensal em certo momento do contrato, recebeam uma ameaça formal, por meio de uma carta da FUMAS (Fundação Municipal de Ação Social), que promete uma pressão por parte da Prefeitura no caso da persistência da dívida.

Segundo a denúncia, alguns dos projetos de reurbanização – como no caso da Favela da FEPASA -, ocorreram após muita pressão popular, nas quais foram feitas passeatas em direção à Prefeitura na década de 1990. “Eu e minha esposa atuávamos nas pastorais que davam suporte nessas comunidades, então, participamos de todas as ações de reivindicação de moradia digna para aquelas pessoas”, afirma Orlato.

Uma mãe de quatro filhos, que atualmente está desempregada e pede para não ser identificada com medo de sofrer represálias, procurou Orlato solicitando ajuda, pois não consegue pagar pela casa que recebeu no plano, em contrapartida ao seu “barraco” que foi destruído pela prefeitura. Naquele momento, essa senhora – como todos os beneficiados -, descobriu que deixou de ser proprietária para se tornar permissionária. Ou seja: enquanto a dívida não é quitada pelo proprietário, o imóvel passa a pertencer à Prefeitura.

Somente na FEPASA (a primeira favela a ser reurbanizada em Jundiaí) são quase 350 famílias nesta condição, o restante está dividido entre os complexos habitacionais do Engordadouro, Vila Esperança, Vila Padre Renato, Vila Ana, entre outros. A falha do processo, para Orlato, esta no contrato. “Cada família só teria direito a casa depois de pagarem tudo, durante 20 anos, mas se depois de alguns anos a família ficasse inadimplente, seria intimada e despejada - com medidas judiciais promovidas pela Prefeitura. E o dinheiro pago dos anos anteriores ao despejo não seria ressarcido. As famílias saem da condição de posse garantida da sua casa e viraram inquilinas”, denuncia.

O vereador petista diz que as medidas da Prefeitura são irregulares e mostram falta de planejamento urbano na cidade. “Existe um conceito de Regularização Fundiária que nada mais é que um conjunto de medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais que visam a regularização de assentamentos irregulares e a posse de seus ocupantes, de modo a garantir o direito social à moradia, o pleno desenvolvimento das funções sociais da propriedade urbana e o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Ademais, após certo tempo de moradia, o ocupante não pode ser removido”, argumenta.

A Prefeitura, por meio de nota, informou que a lei de responsabilidade fiscal impede que seja feita doação do imóvel. A nota também afirma que antes da entrega dos imóveis são realizadas reuniões com os beneficiados para esclarecer os termos dos contratos.

E diz que, quanto aos inadimplentes, a FUMAS oferece diversas formas de solução. “Existem diversas negociações para que o permissionário possa quitar suas dívidas, que é chamado para negociar o valor em aberto quando é registrado o terceiro mês consecutivo de falta de pagamento. A reintegração de posse é o último recurso utilizado, que só é colocado em prática quando são esgotadas as possibilidades de renegociação”, afirma a nota da Prefeitura.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

PCdoB lança pré-candidatura de Pedro Bigardi a prefeito de Jundiaí


Renato Rabelo, Pedro Bigardi, Orlando Silva e Tércio Marinho

Realizado dia 20 (sábado), na Câmara de Vereadores daquela cidade, o evento político reuniu representantes de diferentes partidos, integrantes do PCdoB da região, torcidas organizadas e as maiores expressões da legenda tanto em nível estadual quanto nacional.

Nem o frio intenso e a chuva foram capazes de tirar o ânimo de filiados e simpatizantes do PCdoB de Jundiaí, que reuniu pelo menos 400 pessoas durante a Conferência Municipal do partido.

Na oportunidade, além de dar posse à nova diretoria do Comitê Municipal do partido, o ato também serviu para referendar o nome do deputado estadual Pedro Bigardi como pré-candidato a prefeito nas eleições de 2012.

Eleito com quase 70 mil votos no pleito do ano passado, Bigardi confirmou a condição de maior liderança de esquerda da região de Jundiaí – formada por uma população de quase 1 milhão de habitantes.

“Em 2007, quando decidi me filiar ao PCdoB, lembro que fizemos uma reunião com 20 pessoas, aqui mesmo nesta Casa. Hoje, ao ver este Plenário completamente lotado, me sinto muito orgulhoso. Isso também é fruto do crescimento que o partido está tendo em todo o Brasil”, destacou.

O ato político organizado pelo PCdoB foi considerado pela imprensa da cidade como a largada para as disputas eleitorais do ano que vem.

Apoio maciço

Personalidades do partido – como o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, o ministro do Esporte, Orlando Silva, a deputada estadual Leci Brandão e o vereador paulistano Netinho de Paula – expressaram total apoio ao deputado Bigardi.

Representantes do PT, PV, PMDB, PSB e do recém-criado PSD na cidade também fizeram questão de ressaltar a importância do PCdoB e dos partidos de oposição ao atual governo do PSDB na luta por melhores condições de vida para a população jundiaiense.

Participaram ainda o prefeito de Várzea Paulista, Eduardo Pereira, os vereadores Enivaldo Ramos de Freitas, o Val (PTB), e Durval Orlato (PT), além do deputado federal Guilherme Campos (coordenador regional do PSD).

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ESPORTES: COLUNA DO ZÉ BOQUINHA

SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL – Continuamos a dar vexame. Passamos 90 minutos assitindo a Alemanha jogar. Continuamos a respeitar as equipes mais tradicionais do futebol mundial e não conseguimos mais jogar o futebol ofensivo que sempre foi o nosso forte - e mesmo jogando muito mal ainda fizemos 2 gols. O nosso maior símbolo esportivo está sendo banalizado, qualquer jogador mediano, e alguns abaixo de medíocres, estão sendo convocados e escalados. Já dissemos que o Mano vai morrer abraçado aos amigos. André Santos não tem nenhuma condição. O meio de campo tem a criatividade e a iniciativa de uma ostra em coma. Não temos mais aquele homem de área que sempre fez a diferença. Pato não é nem de longe um atacante que imponha respeito e o Robinho não deveria mais ser convocado. Quanto ao sistema, se você coloca 3 volantes sem criatividade, apenas para marcar, você deveria ter pelo menos uma defesa mais compacta. Nem isso temos. O saldo até agora da era Mano Menezes contra as grandes seleções é o de derrotas para Argentina, França e Alemanha e um empate de 0 a 0 contra Holanda. Fiasco na Copa América e nenhuma base que possa nos dar confiança e acreditar num esquema vencedor.

SELEÇÃO BRASILEIRA DE BASQUETE – Também no basquete não iremos para o pré olímpico com o que temos de melhor, que já não é muito. Nossos principais jogadores estão fora e o mais incrível está acontecendo. O basquete brasileiro no seu todo precisa e muito da mídia e o técnico argentino não deixa a imprensa mostrar os treinamentos. Há muito tempo não revelamos ninguém e se não nos classificarmos para os Jogos Olimpicos de Londres em 2012, o esporte que já foi bi-campeão do mundo e o segundo do país estará no fundo do poço

BASQUETE DA NBA – A Liga profissional norte americana continua em greve e está longe de chegar a um acordo entre os proprietários das equipes e o sindicato dos jogadores. A greve é patronal, e neste momento não há mais a relação de trabalho entre as duas partes. Os jogadores não podem mais treinar pois os Ginásios estão fechados e não pode haver nem contato entre eles e a comissão técnica. Com inicio previsto para final de outubro, a expectativa não é boa, e poderemos não ter a temporada

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Jundiaí: uma cidade dominada pelo medo

Infelizmente a Folha do Japi não será mais impressa e distribuída pela cidade. Durante esses quatros meses, tentamos levar até a população de Jundiaí informações, questionamentos e debates sobre temas que raramente são abordados pelo restante da mídia local. Mostramos que nossa cidade está muito longe de ser essa “Ilha da Fantasia” que o governo do PSDB, que já está há 20 anos no poder, tenta vender por meio de caríssimas peças de marketing – inclusive durante o horário nobre da rede Globo, um dos mais caros do planeta.

Nesse período, a Folha do Japi recebeu inúmeras mensagens de apoio e carinho, bem como ofertas de ajuda inclusive na distribuição do jornal. Mas, lamentavelmente, foi no aspecto financeiro que a coisa desandou. Mantido com recursos próprios e com pequenas contribuições dos poucos anunciantes que ousaram comprar um espaço no jornal, chegamos a um ponto em que não havia mais condições de manter a publicação do jornal.

E é ai que se revela o aspecto mais triste dessa história: muita gente que prometeu ajudar o jornal comprando espaço para publicidade desistiu da ideia quando percebeu que a Folha do Japi primava por manter uma postura firme e crítica frente ao poder público local. A justificativa para a desistência? Medo.

Sim, isso mesmo. Medo de sofrer represálias desse mesmo poder público. Inclusive, é preciso dizer, alguns de nossos anunciantes sofreram ameaças anônimas por terem aparecido em nossas páginas! Isso sem falar nos donos de bancas que receberam, logo no início da distribuição da Folha do Japi, uma carta com ameaças veladas feitas pelo maior distribuidor de jornais e revistas da cidade. A quem será que interessa ameaçar anunciantes e donos de bancas só porque compraram espaço publicitário e distribuíram um jornal que manteve postura independente e não alinhada com a propaganda oficial do governo tucano? Isso não podemos responder, infelizmente.

E nem vamos aqui falar das inúmeras falsas acusações, ameaças e difamações feitas contra o jornal e seus colaboradores - proferidas inclusive por funcionários de cargo comissionado da Prefeitura de Jundiaí durante o horário de expediente de trabalho nas redes sociais. Esse descaramento e falta de respeito aos valores democráticos e republicanos já nem impressiona mais ninguém.

Todos esses fatos lamentáveis demonstram que, apesar de já estarmos em pleno século 21, em Jundiaí ainda vivemos num clima antidemocrático, de terror e de ataques à liberdade de expressão que remetem aos períodos mais obscuros da ditadura cívico-militar que tomou o Brasil de assalto no golpe de estado de 1964 e durou 22 amargos anos, durante os quais centenas de homens, mulheres e até crianças foram presos, torturados e mortos simplesmente por discordarem dos “coronéis” de plantão.

Assim, incapaz de continuar arcando com os custos da produção impressa do jornal, a Folha do Japi vai continuar existindo apenas virtualmente, aqui no blog, nas redes sociais e nas inúmeras listas de e-mails que os cidadãos com caráter progressista da cidade possuem. Vamos tentar, quando possível, imprimir edições especiais do jornal quando houver algum tema de grande pertinência.

Perdemos uma batalha, é verdade. Mas não perdemos a guerra. Na verdade, quem sai perdendo mesmo é justamente a população de Jundiaí, que a partir de agora será privada de obter informações que mostram o outro lado da moeda da realidade local e também de conhecer opiniões que não se alinham com o que vende como “verdade única” a imprensa local e as milionárias peças de publicidade do governo do PSDB.

Entretanto, saímos com as cabeças erguidas e cientes de ter feito um bom trabalho, fato que pode ser medido facilmente pelo nível de ódio e de desespero das campanhas de difamação feitas contra o jornal por pessoas incivilizadas e de sem caráter que não aceitam ser contraditas ou sequer questionadas.

Dizem que o caráter de uma pessoa pode ser medido pelo tipo de amigos e inimigos que ela tem. Se for assim, a Folha do Japi e todos aqueles que ajudaram esse sonho a se tornar realidade, mesmo que por um breve período de tempo, tem um excelente caráter.

E vamos em frente, porque amanhã vai ser outro dia...

Obrigado a todos.

- André Lux, editor da Folha do Japi

sábado, 13 de agosto de 2011

Informação

A Folha do Japi está passando por um processo de reformulação e voltará a ser distrbuída em breve. Aguardem novas notícias.

André Lux, Editor da Folha do Japi

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Em Cartaz: "SUPER 8"

**ATENÇÃO: Essa crítica contém spoilers!**

SEM MAGIA

Roteiro mais furado que queijo suiço e repleto de absurdos detona pretensão de capturar o espírito dos filmes de aventura dos anos 80

- Por André Lux, crítico-spam

"Super 8" é uma tentativa do diretor J.J. Abrams (da série "Lost" e do novo "Star Trek") de reviver a época mágica dos filmes de aventura e ficção que fizeram a festa da garotada nos anos 80. Não é a toa que Steven Spielberg atua na produção.

Mas a receita desandou nessa espécie de "Os Goonies encontram E.T." que contém todos os ingredientes (ou clichês) que ajudaram a fazer o sucesso dos filmes originais (como dramas familiares, turma de amigos inseparáveis, o primeiro amor, etc). O problema inicial são os garotos escolhidos por Abrams para os papéis principais. Nenhum deles tem carisma ou talento suficientes para gerar empatia - alguns chegam a ser realmente chatos, como o gordinho que dirige o filme em Super 8 e o dentuço que adora fazer bombas (que, obviamente, serão usadas num ponto chave da trama). O romance do casalzinho central também não convence nem um minuto.

O segundo (e maior) problema é o roteiro, mais furado que queijo suiço, repleto de absurdos e falta de lógica. Por exemplo: como é que um monstro daquele tamanho ia ficar andando pela cidade roubando motores de carros e fornos de microondas de casas sem que ninguém o visse? Outra besteira enorme: até parece que os militares (que são os verdadeiros vilões, no limite do caricato) iam deixar um cientista que participou das pesquisas com o alien livre e solto depois que se rebelou contra o exército! Quer mais uma? Que tal deixarem os objetos que seriam usados para a construção da nave bem no meio da cidade? Eles não queriam capturar a criatura novamente? Então no mínimo iam levar os tais dispositivos para bem longe...

E por aí vai. Nem vale a pena ficar enumerando tudo. Outra coisa que detona o filme e suas pretensões é o fato do alien ser realmente malvado durante todo o filme, no estilo do terrível "Cloverfield", destruindo carros, ônibus e casas e literalmente comendo pessoas!  Então, quando tentam fazer um final no estilo emocionante de "E.T.", tudo soa absolutamente forçado e ridículo, por mais que tentem nos convencer que ele estava apenas bravo por ter sido mal tratado pelos milicos. Outro problema grave: os meninos, que deveriam ser os protagonistas da história, não tem realmente o que fazer ao ponto de a resolução da trama não ter qualquer participação deles (exceto como observadores), tão diferente de "E.T." ou mesmo "Os Goonies".

A única coisa boa do filme é a trilha musical de Michael Giacchino (colaborador constante de Abrams) que realmente contém um pouco da magia que o filme tenta capturar em vão. Nem mesmo o Super 8 rodado pelos meninos consegue ser trash o suficiente para ao menos gerar riso.

Esse é o típico caso em que o feitiço se virou contra os feiticeiros. O que é uma pena, pois um bom e divertido filme de ficção e aventura seria muito bem vindo nesses tempos de abominações insuportáveis como "Transformers" e "Fúria de Titãs 3D"...

Cotação: * *

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Guarda Municipal: Miguel Haddad (PSDB) não cumpriu promessa de campanha


Durante a campanha eleitoral, o atual prefeito Miguel Haddad prometeu que seriam contratados em sua administração 40 novos guardas municipais por ano. Entretanto, desde 2009 foram contratados apenas 11 novos guardas, só que oito ocuparam o lugar daqueles que se aposentaram (sete homens e uma mulher) e apenas três realmente estão somando à Corporação. Hoje, a Corporação possui apenas 270 guardas.

“Em 2009 e 2010 o saldo entre novos guardas municipais e os que se aposentaram foi de apenas quatro em dois anos. Hoje, se a promessa do prefeito fosse cumprida teríamos pelo menos 100 novos GMs e até o final do ano 120”, explica o vereador Durval Orlato (PT) que enviou ao Executivo um abaixo assinado com mais de 2,5 mil assinaturas anexado a um ofício cobrando o comando da Guarda e a Prefeitura para contratar 250 novos guardas.

Orlato estudou dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre o crescimento populacional de Jundiaí e chegou à seguinte conclusão: “A cidade cresceu 6% em apenas um ano (2010), o que representa um aumento de 20 mil habitantes, e a Prefeitura aumentou apenas quatro guardas em Jundiaí”, afirma o vereador.

Uma fonte da Folha do Japi ligada à Guarda Municipal, que preferiu não se identificar, confirmou a falta de contingente e ainda informou à reportagem que sobram equipamentos e viaturas, porque não há efetivo suficiente. A fonte ainda relatou que existem postos comunitários nas ruas sem guardas. Em janeiro deste ano a Guarda Municipal recebeu três novos jipes Marruá. Comprados por cerca de R$ 500 mil com recursos do governo federal, os veículos deveriam ser utilizados na fiscalização da Serra da Japi. Contudo, ainda de acordo com a fonte, não há pessoal para manusear os jipes.

Procurada pela Folha do Japi para explicar por quais motivos a promessa de campanha do atual prefeito Miguel Haddad não está sendo cumprida, a Prefeitura afirmou apenas que “para este ano, a Secretaria de Recursos Humanos realiza estudos para a ampliação do efetivo da GM”. Além disso, garante que “os equipamentos da GM estão sendo utilizados em sua totalidade, na abrangência para todas as ações desenvolvidas, seja pelo Canil, Anjos da Guarda (Ronda Escolar) – Guarda Comunitário, Divisão Florestal, Coordenadoria de Instrução e Formação.”

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Miguel Haddad (PSDB) perde verba para construção de UBS e revolta moradores do São Camilo

Para população, prefeito rejeitou R$ 500 mil para não favorecer adversários políticos


No dia 18 de setembro de 2009 foi despachada a emenda 3228/2009 na Câmara Federal, de autoria do Deputado Ivan Valente (PSOL-SP). Esta emenda tratava da liberação da quantia de 500 mil reais do Fundo Nacional de Saúde para construção de uma nova unidade básica de saúde no Jardim São Camilo em Jundiaí. A partir desta data, o dinheiro já estava disponível para utilização da Secretaria de Saúde de Jundiaí.

O Deputado teve ciência da necessidade, a partir de uma mobilização feita por moradores do Jardim São Camilo que procuraram o presidente do PSOL de Jundiaí, Vanderlei Victorino, que informou a assessoria do Deputado em São Paulo. “Fui procurado por lideranças comunitárias que me fizeram a solicitação e repassei para o Deputado, que rapidamente se prontificou em atender ao pedido”, ressalta.

A partir da liberação do recurso, a prefeitura de Jundiaí recebeu o prazo até o dia 31/12/2010 para apresentar o projeto arquitetônico, e assim receber o repasse do Ministério da Saúde. Segundo Victorino, a partir deste momento, os moradores procuraram a Secretaria de Saúde para poderem acompanhar o processo. “Fizemos uma reunião em março de 2010 com a Secretária de Saúde de Jundiaí, Dra. Tania Regina Pupo, que nos afirmou que a Secretaria de Obras estava cuidando do assunto”, comenta.

No processo de emendas parlamentares, caso o beneficiado não cumpra o prazo determinado, a verba retorna para o fundo orçamentário que a repassou, e para evitar a perda do recurso, os moradores trocaram diversos emails com funcionários da Secretaria de Saúde e com a própria Secretária. Victorino esteve envolvido nesses emails, e, neste sentido, buscou mais um reforço, o ex-vice-prefeito Luiz Fernando Machado, que se comprometeu em colaborar com a causa. “Foram diversos emails trocados, e sempre nos vinha a informação de que o trabalho estava evoluindo, além de uma segunda reunião que fizemos no mês de julho daquele ano”, destaca.

Segundo Victorino, no mês de novembro, os moradores receberam a notícia que a prefeitura não utilizaria o recurso tendo em vista que havia sido aprovado, na Câmara Municipal, o valor em torno de 250 mil reais para a obra, o que anularia a necessidade da utilização do repasse do governo federal. O projeto arquitetônico não foi apresentado, e a prefeitura perdeu o recurso. Os moradores se revoltaram com a informação.

Segundo a líder comunitária, Maurina Gomes dos Santos, houve desrespeito com os moradores do Jardim São Camilo. “O bairro é esquecido em todas as ações da prefeitura, são mais de 15 mil habitantes que tem que se deslocar para as unidades básicas de saúde dos bairros Vila Esperança e Jardim Tarumã, pois a unidade do bairro não consegue atender a demanda. O valor destinado pela prefeitura é muito menor, e se tivéssemos o adendo do recurso destinado pela emenda, seria possível investir mais em equipamentos, o que qualificaria muito mais o atendimento”, reclama. As obras referentes à nova unidade básica de saúde ainda não começaram. Para o presidente do PSOL, a decisão foi política. “Não aceitaram o recurso, pois se tratava de uma emenda de um Deputado do PSOL e uma verba do governo federal”, denuncia.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que a emenda encontra-se ativa, onde todas as exigências do Ministério da Saúde para o repasse foram atendidas, de acordo com a nota o valor total é de R$ 400 mil. “O montante será utilizado na construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) São Camilo, que terá a contrapartida da Prefeitura, cujo valor está vinculado ao valor total da obra. A primeira parcela do recurso já foi, inclusive, liberada. O restante está condicionado ao envio da ordem de serviço. O projeto arquitetônico para a construção da UBS São Camilo está concluído e licitado, restando agora a elaboração dos projetos complementares para início da obra”, diz a nota.