terça-feira, 20 de setembro de 2011

O desabafo de uma cidadã jundiaiense

A Folha do Japi publica abaixo o texto de uma funcionária pública que pediu para não ser identificada para não sofrer represálias.

Orgulho que se transformou em decepção...

Sou uma cidadã jundiaiense, há algum tempo diria com orgulho, mas lamentavelmente no momento não sinto tanto orgulho assim.

Estou decepcionada com a maneira pela qual estamos sendo tratados pelas autoridades (estamos sendo tratados ou destratados?). Explico: sinto que as atitudes tomadas por elas são, na verdade, para "pegar" a pessoa e não para facilitar sua vida.

Por exemplo, essa história de parquímetro. Na minha santa ignorância de pessoa honesta, não consigo entender por que tenho que pagar para parar o carro na rua e não ter absolutamente nada em troca, muito pelo contrário, ter que dar uma "moedinha" para o "guardador de carros", se não quiser ter meu carro danificado ou até mesmo roubado e correr o risco de ser multada, caso o horário pelo qual paguei vencer e eu não conseguir chegar a tempo.

Difícil prever quanto tempo o médico demorará para me atender, quanto tempo determinado exame vai exigir e assim por diante. Dias atrás precisei acompanhar meu marido num exame no Hospital Santa Elisa e qual não foi minha surpresa quando vi que todo o entorno do hospital agora é controlado pelos "azuizinhos e amarelinhos". Como o exame demorou, toda hora eu tinha que sair para verificar o bendito horário. Enfim, além de me preocupar com a saúde e o desenrolar do exame complicado pelo qual passava meu marido, tinha que me preocupar com o carro, o ticket, a multa, etc.

Desculpem mais uma vez minha santa ignorância, mas como cidadã contribuinte e cumpridora de meus deveres, gostaria de saber, com todo o respeito, se o dinheiro arrecadado é usado na manutenção e melhoria de nossas ruas ou apenas para pagar os "fiscais". Desculpem, mas tenho visto minha tão querida cidade com ruas tão cheias de buracos e ondulações que chego a pensar que o dinheiro mal dá para pagar os tais "fiscais".

Como jundiaiense, sinto-me triste, decepcionada, abandonada, diria até órfã, pois além de tudo, sei que não tenho a quem reclamar e sempre é a mesma história: não adianta reclamar, ninguém liga, os jornais de nossa cidade nada publicam contra a municipalidade, contra os detentores do poder; rádios e emissoras de televisão não dão ouvidos quando o reclamante se refere à ausência, inoperância ou incompetência dos órgãos municipais.

Agora, após 3 anos de administração, os senhores governantes acordaram para o fato de que teremos eleições no ano que vem e, ruidosa e espalhafatosamente, encheram a cidade de obras eleitoreiras, pura maquiagem que fazem em ruas, avenidas, parques, etc...

Nos 3 primeiros anos não fizeram nada, diziam não ter dinheiro para dotar a cidade de melhorias, cidade que arrecada mais de Hum Bilhão e Trezentos Milhões de Reais por ano. E agora, onde conseguiram as verbas? Guardaram tudo para o último ano dessa gestão ou deixarão dívidas para o futuro prefeito pagar?

Três anos sem obras, sem melhorias, sem nada e agora, próximo das eleições, transformaram a nossa querida Jundiaí num verdadeiro canteiro de obras apenas e tão somente para ludibriar, enganar os cidadãos menos avisados.

A Avenida 9 de Julho ficou muito bonita, linda para dizer a verdade mas não oferece segurança nenhuma aos motoristas e nos cruzamentos, aqueles lindos vidros que poderão ferir gravemente qualquer pessoa que por ali venha se acidentar.

Os ônibus param na pista, sem refúgio, para acolher os passageiros nos pontos de parada, atrapalhando o trânsito e podendo provocar acidentes.

Logo após ter sido reformada, a Av. Jundiaí recebeu nova faixa de tráfego, numa clara demonstração de que as coisas são feitas sem critérios e sem planejamento.

Rio Acima recebe camadas de asfalto em suas ruas, assim como nas ruas do Vianelo; onde a pavimentação era com paralelepípedos, agora despejam asfalto sem dó. Por que não fizeram antes? Ah! A população esquece muito rápido, então deixam para os meses que antecedem as eleições, para que no dia de votar, a população se lembre das “benfeitorias”...

E assim vamos vivendo, cada vez mais sem esperança, sabendo que nunca nada vai mudar. E o mais triste vem agora: alguém me disse que a ordem da Secretaria de Trânsito da Prefeitura de Jundiaí é multar, nunca dialogar.

Lombadas eletrônicas, radares e câmaras fotográficas se multiplicaram pelas nossas ruas e avenidas nos últimos 3 anos, que já não conseguimos contá-los.

Engraçado, esse não é o discurso (ou não era) do PSDB; estou errada?

É, na teoria, a prática é outra.

domingo, 18 de setembro de 2011

Ciclovia na Av. Ferroviários: o fracasso de um projeto ruim e pessimamente planejado

O projeto implantado às pressas para beneficiar alguns moradores circunvizinhos de classe média-alta, fracassou em seu objetivo de mostrar a atenção que a prefeitura de Jundiaí tem com o meio ambiente e o bem estar do povo.

- por Marcus Guaicuru, Tesoureiro do PSL

Ciclovia fica vazia enquanto carros enfrentam congestionamento

Neste Domingo, após algum tempo de "inaugurada", a ciclovia do PSDB ficou às moscas com raríssimos ciclistas. O projeto implantado às pressas para beneficiar alguns moradores circunvizinhos de classe média-alta, fracassou em seu objetivo de mostrar a atenção que a prefeitura de Jundiaí tem com o meio ambiente e o bem estar do povo. Abandonada pelos ciclistas e repleta de Agentes de Trânsito e voluntários, a ciclovia causa congestionamentos intermináveis.

Para percorrer pouco mais de 800 metros, os motoristas são obrigados a parar na via e transitar a menos de 20 Km por hora entre 4 semáforos. Como a "área de lazer" foi mal projetada, péssimamente planejada e ridiculamente implantada entre algumas Avenidas importantes e em meio a diversos semáforos, a prefeitura é obrigada a transferir para o local ambulâncias, agentes de trânsito e diversos voluntários que têm a missão de proteger os escassos ciclistas que se aventuram pelo local, para que não se misturem ao tráfego de veículos.

Improviso: agentes de trânsito tentam garantir segurança de ciclistas

Tudo desnecessário, pois o engarrafamento do trânsito é permanente e a ausência de ciclistas, a tônica do projeto. Há, urgentemente, necessidade de mudanças em nossa cidade para que as maquiagens ridículas feitas pelos tucanos sejam extintas definitivamente.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Filmes: "X-Men: Primeira Classe"

FORÇANDO A BARRA

Filme seria um prólogo do primeiro da série, mas tudo parece forçado para tentar encaixar as coisas na mitologia já consagrada dos X-Men

- por André Lux, crítico-spam

Depois de três filmes da série e um solo do Wolverine, “X-Men: Primeira Classe” é mais uma tentativa dos executivos da Fox de tentar lucrar em cima da franquia baseada nos personagens criados por Stan Lee, cujo primeiro capítulo era muito bom. Mas o resultado é medíocre. Não chega a ser ruim, mas não passa do banal.

A melhor coisa do filme é a dupla de atores que interpretam os jovens Professor X e Magneto, feitos por James McAvoy e Michael Fassbender. Os dois são ótimos atores e seguram bem seus personagens, mesmo quando o roteiro insiste em dar a eles cenas tolas e diálogos banais.

O problema dessa obra é que se trata de uma daquelas infames “prequels”, ou seja, seria um prólogo dos eventos descritos no primeiro filme da série. Então eles inventam um monte de cenas e autoreferências (como uma aparição ridícula do Wolverine) que servem apenas para ligar os dois filmes. E muitas delas não tem a menor lógica. A pior de todas é terem inventado que a Mística seria uma espécie de irmã adotada do professor Xavier, o que é totalmente absurdo se levarmos em conta a participação dela nos outros filmes da série.

Eles criam também um vilão super malvado, que seria um cientista nazista que faz testes com o Magneto ainda jovem no campo de concetração (que foi mostrado no início do primeiro filme). Mas o personagem é mal delineado (nunca entendemos direito quais são seus poderes), caricato e feito de forma descontrolada por Kevin Bacon. Mas triste mesmo é o plano dele: forçar os EUA e a já extinta União Soviética a entrarem em guerra nuclear para destruir o mundo e, assim, governá-lo (realmente um plano genial!). Isso coloca os mutantes do bem, recrutados pelo serviço secreto estadunidense, no meio da crise dos mísseis entre EUA, Cuba e URSS, tentando assim imitar sem sucesso “Watchmen”, onde os heróis também intervinham em eventos reais a serviço dos EUA.

O filme tem cenas de ação e efeitos especiais suficientes para agradar quem gosta do gênero, porém não apresenta quase nada além disso. Nem mesmo a separação dos mutantes entre os que ficam com o Professor X e os que aderem às ideias do Magneto chega a convencer e, no final das contas, tudo parece forçado para tentar encaixar as coisas na mitologia já consagrada pelas outras histórias. Mas, ao que tudo indica, mais continuações virão na esteira dessa obra. Afinal, os executivos de roliudí não famosos por forçar a barra para tentar tirar leite de pedra...

Cotação: * *

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Em Cartaz: "Cowboys & Aliens"

DÁ PRO GASTO

Maior defeito do filme é se levar a sério demais

- por André Lux, crítico-spam

Claro que não dá pra levar a sério um filme cujo título é “Cowboys & Aliens” - e talvez esse seja seu maior defeito: ele é levado com mão pesada e violência excessiva. O estranho é que o diretor é Jon Favreau, bom comediante (esteve em “Friends”) que fez o razoável “Homem de Ferro”, que funcionava justamente por ser leve e trazer muito humor.

Aqui partiu para a direção oposta. Apenas um personagem tenta trazer graça à história (o dono do saloon feito por Sam Rockwell) e o nosso eterno “paizão” Harrison Ford tenta de vez em quando fazer umas caretas cômicas sem muito sucesso. Por sinal, o personagem dele é muito esquisito, começa meio vilão com um sotaque estranho e sem mais nem menos vira bonzinho e fica sem sotaque algum do meio para o final. O coadjuvante mais interessante, o padre feito por Clancy Brown (o inesquecível vilão Kurgan de “Highlander”), infelizmente sai de cena muito cedo.

O protagonista é um sujeito sem memória que acorda no meio do deserto e já de cara mata três mal encarados a sangue frio e com requintes de crueldade (naquela velha máxima roliudiana do cidadão que sofre de amnésia e esquece de tudo, menos de suas super habilidades marciais!). Ele é feito pelo feioso novo James Bond, Daniel Craig, que aqui atua no módulo “robô-sem-expressão”. A bela Olivia Wilde (a 13 de “House”) tem um personagem misterioso que ajuda os mocinhos a lutarem contra os aliens do título.

No final, vira uma bagunça só, com um monte de gente – inclusive índios - se juntando para combater os malvados aliens, que, ilogicamente, parecem e agem como um monte de ogros babões que dominam tecnologia avançadíssima. Se você desligar o cérebro por duas horas (o filme também é um pouco longo demais) dá até para se divertir. Pelo menos é bem feitinho, tem bons efeitos visuais e o elenco ajuda. Ou seja, dá pro gasto, desde que não se espere muito.

Cotação: * * 1/2