quinta-feira, 17 de maio de 2012

PT e PCdoB firmam aliança para as eleições de 2012 em Jundiaí

Pedro Bigardi (PCdoB) e Durval Orlato (PT)
Foi confirmada hoje, quinta-feira (18), a aliança entre o PT e o PCdoB para as eleições de 2012, tanto para prefeito quanto para vereador. A chapa será encabeçada pelo deputado estadual Pedro Bigardi (PCdoB) como candidato a prefeito, tendo como vice o vereador Durval Orlato (PT). A chapa ainda conta com o apoio do PSL e do PSD.

Para Pedro Bigardi, a vitória nas próximas eleições agora fica ainda mais próxima. "Existe um sentimento geral na cidade de que é preciso mudar o rumo da política em Jundiaí, que vem sendo dominado pelo mesmo grupo há mais de 20 anos. E esse grupo só age pensando em seu próprio bem pessoal, numa no bem coletivo", acusa Bigardi.

"Essa aliança vem coroar um anseio de grande parte da população de Jundiaí que queria ver a esquerda progressista unida na cidade com o objetivo de derrotar o PSDB e seus aliados nas próximas eleições", comemora o vereador Durval Orlato.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Filmes: "Os Vingadores"

DIVERTIDO E EMPOLGANTE

Assisti ao filme junto a uma platéia lotada e o pessoal vibrou e riu muito com o filme, chegando até a aplaudir no final! Querem maior elogio do que esse?

- por André Lux, crítico-spam

Fazia muito tempo que eu não me divertia e empolgava tanto com um filme de aventura e ficção como esse “Os Vingadores”, que reúne alguns dos maiores heróis da Marvel – quase todos depois de filmes solo, com exceção da Viúva Negra e do Gavião.

Assim, Homem de Ferro, Capitão América, Thor e Hulk, sob o comando de Nick Fury (um empolgado Samuel L. Jackson), reunem-se para combater um exército alienígena que vai invadir a Terra liderados por Loki (o irmão louco de Thor) para roubar um artefato poderoso que apareceu também nos outros filmes dos heróis e foi recuperado pelo governo dos EUA no final de “Capitão América” (que foi o melhor dos filmes da trupe, sendo "Thor" o mais fraquinho).

O grande mérito desse sucesso parece mesmo ser do diretor e co-autor da história, o cineasta Joss Whedon, que é cultuado nos EUA principalmente pelas séries "Buffy" e "Firefly". Ele é um fanático confesso pelos super-heróis da Marvel e conseguiu a proeza de fazer um filme que se segura do começo ao fim, mesmo tendo quase duas horas e meia de duração (mas parece bem menos, o que é sempre um elogio) e muita exposição da trama.

Whedon certamente percebeu que a história central (a invasão alienígena) não fazia muito sentido (se os aliens apenas queriam o artefato, pra que então invadir a Terra?), então concentrou seu foco no relacionamento dos personagens e em muito humor. O maior trunfo do filme (a exemplo do “Capitão América") é justamente não se levar a sério em momento algum, com ótimas sacadas e piadinhas apropriadas na hora certa (a maioria delas disparada por um afiado Robert Downey Jr. como Tony Stark, o Homem de Ferro). Todavia, quem rouba o filme é o Hulk, que depois de dois filmes (o primeiro dirigido por Ang Lee era simplesmente ridículo e o segundo titubeante) finalmente encontra seu espaço. Só a luta dele com o Thor já vale o filme.

Os efeitos especiais são muito bons e o filme tem um excelente desenho de produção, além de uma música para lá de adequada do veterano Alan Silvestri (de “Predador”, da trilogia “De Volta para o Futuro” e também de “Capitão América”). O único defeito talvez seja que é preciso ter assistido a todos os filmes solos dos super-heróis para entender melhor a trama (sem isso muitas piadas e citações vão passar batidas).

Assisti ao filme junto a uma platéia lotada e o pessoal vibrou e riu muito com o filme, chegando até a aplaudir no final! Querem maior elogio do que esse? Para quem gosta do gênero, obviamente, vale a pena cada centavo pago para ver.

Cotação: * * * *

quinta-feira, 22 de março de 2012

Vereadores aliados de Miguel Haddad (PSDB) barram requerimento sobre empreendimentos na Serra do Japi

A base aliada do prefeito Miguel Haddad (PSDB) recusou nesta terça-feira (20) o requerimento de informações sobre o funcionamento de hotéis e Spas na área de gestão da Serra do Japi.

O pedido foi feito pelo vereador Durval Orlato (PT), que recebeu denúncias sobre a instalação de empreendimentos na área de reserva da serra.

As perguntas recusadas referiam-se ao impacto ambiental que os hóspedes causariam e sobre a fiscalização nestas áreas.

“Será que não é de interesse da sociedade que nós saibamos se estes hotéis são regulares ou não e em que ano eles foram autorizados para que a gente diga para a sociedade?”, indagou o petista.

Os vereadores que votaram contra o requerimento não se manifestaram.

Veja abaixo como votaram os vereadores de Jundiaí:


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Morre terceira vítima da nova 9 de Julho de Miguel Haddad (PSDB). Até quando?

Na ânsia em defender a Prefeitura, alguns chegaram a acusar injustamente, nas redes sociais, a vítima mais recente de "estar embriagado", o que é ainda mais lamentável perante o sofrimento que as famílias passam em situações como esta.

Foto: Marcelo Langue/Jornal de Jundiaí
- do blog Mais Jundiaí

Morreu no Hospital de Caridade São Vicente de Paulo a terceira vítima da falta de segurança na avenida 9 de Julho. Antonio Belmiro das Virgens, 41 anos, estava internado desde o último dia 15 de janeiro, após cair com seu carro no córrego da avenida, recém-reformada. Sem defensas ou guard-rails nas margens, essa é a terceira vítima da chamada 'Nova 9'.

Vale lembrar que a Prefeitura ficou de rever a ideia de que “o paisagismo é que faria a segurança” para veículos e pedestres após, no dia 27 de maio do ano passad, mãe e filha morrerem após também cairem no córrego.

Ainda no hospital, Belmiro havia concedido uma entrevista à repórter Tereza Orrú, do Jornal de Jundiaí, em que afirmava após o acidente: "Moro em Campinas, mas costumo vir a Jundiaí visitar meu irmão. Tinha observado que não tinha nenhuma proteção e que isso poderia causar acidente", disse. Belmiro recordou ainda que no dia do acidente chovia muito e, ao passar por um cruzamento um veículo passou em alta velocidade, cortando a frente do seu carro.

Antes disso, já preocupado com a situação, este blog já alertava para o problema. "Pelo traçado e pelas características físicas, a avenida não é perigosa. Os acidentes ocorridos tiveram como causa a imprudência", afirmava o secretário de Obras, Sinésio Scarabello Filho, à época.

Na ânsia em defender a Prefeitura, alguns chegaram a acusar injustamente, nas redes sociais, a vítima mais recente de "estar embriagado", o que é ainda mais lamentável perante o sofrimento que as famílias passam em situações como esta.

A morte de Belmiro foi anunciada no próprio Jornal de Jundiaí na seção de falecimentos do último dia 9, mas não foi repercutida, passando despercebida pela opinião pública local. (colaborou Emerson Leite)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Festa de Confraternização une os presidentes do PCdoB e PSL com o Deputado Pedro Bigardi

Tércio Marinho, Presidente do PCdoB, Pedro Bigardi, João Rocha, 
Presidente do PSL/Jundiaí e Roberto Siqueira, Presidente Estadual do PSL
Em Festa de Confraternização, uniram-se os presidentes do PCdoB e PSL com o Deputado Pedro Bigardi, ocasião em que foi alicerçada a união dos dois partidos e, provável coligação para a campanha municipal de 2012 visando a eleição do Prefeito de Jundiaí.

Na ocasião reuniram-se mais de 350 aliados que ouviram os discursos dos presidentes dos partidos e do Deputado Pedro Bigardi, todos pleiteando a necessidade de mudanças, afirmando a existência de pessoas altamente qualificadas para planejar o futuro, o cresimento e a administração de nossa cidade com justiça, dedicação, honestidade e entregar a cidade aos que anseiam por uma Jundiaí melhor e realmente de todos.

Na ocasião, Roberto Siqueira-Presidente Estadual do PSL afirmou que o partido em Jundiaí vem sendo conduzido com muita maturidade, Liderança forte, bons projetos e, tem liberdade para traçar seus rumos. Disse ainda que só não aprovará qualquer tentativa de aproximação com o partido dominante e que administra a cidade pois para o psdb, as parcerias são apenas estradas de mão única, inexistindo a mão dupla.

O Deputado Pedro Bigardi manifestou-se contra a política de favorecimentos, afirmando que a cidade merece e precisa ser administrada visando o bem estar de toda a população e não apenas para pequenos grupos que a tomaram como se fosse propriedade destes, tendo sido aplaudido demorada e exaustivamente pelos presentes.

Através de ações do Deputado Pedro Bigardi, está à disposição do Hospital São Vicente uma verba de R$ 400.000,00 destinada a renovação de equipamentos muito antigos e defeituosos que, provavelmente será perdida porque a prefeitura de Jundiaí não se manifestou no sentido de encaminhar a documentação necessária para que a verba seja utilizada; preferem perder verbas destinadas ao bem estar e à saúde da população, por ter sido conseguida por um Deputado que não pertence ao partido dominante.

Ao contrário de Jundiaí, todas as Prefeituras de nossa Região já encaminharam a documentação e estão recebendo as verbas conquistadas pelo Deputado Pedro Bigardi, dinheiro que contribuirá na melhoria da saúde e segurança.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Serra do Japi e PSDB: O trator e a mordaça

Esse trator da administração, que não respeita a vontade coletiva e arrasta, de forma autoritária, os entendimentos que impõe a sociedade, agora quer calar e submeter aqueles que gritam e atrapalham os desejos dos gananciosos que não respeitam nada e só pensam em engordar suas já recheadas contas.

- por Fábio Storari, em seu blog

Estamos vivendo um momento de grande importância nas questões ambientais por todo o mundo, e como não poderia ser diferente em nossa cidade, Jundiaí. Por todo lado vemos debates, seminários, eventos que tentam formular e apresentar soluções para minimizar os impactos causados no ambiente que vivemos. Teorias, estudos, experiências, porém de fato, de concreto, de ação positiva... muito pouco.

Chega de blá, blá, blá. Passou da hora de agir, de demonstrar com clareza e firmeza que estamos fazendo algo buscando a melhoria do nosso ambiente, sem subterfúgios, sem ficar buscando desculpas ou motivações que impeçam de fazer a coisa certa.

Por aqui, mais uma vez vemos a ganância ameaçar um patrimônio natural com índices de preservação satisfatório. Quando toda a sociedade quer a preservação do território da Serra do Japi, debate e compactua uma lei mais restritiva, que visa essa preservação e que deixa claro uma política pública para esse território, a ação da administração é contrária a esse interesse e com a desculpa de querer ouvir “os proprietários”, são apenas 2, recua e fica fazendo fumaça com essa história de seminário.

Hotéis, condomínios de luxo e loteamentos de alto padrão. Esse é o destino que nossa administração quer para o nosso patrimônio natural. Tratorado por interesses particulares de alguns, que inclusive fazem parte dessa administração, o interesse coletivo é subjugado de forma vil. Pior, querem amordaçar a sociedade civil que se organiza para mais um enfrentamento dessa injustiça. É o autoritarismo despótico velado dessa administração, que privilegia os interesses particulares de poucos em detrimento ao interesse coletivo de uma cidade, de uma região, do mundo.

Amordaçar é o ato de usar algo para impedir alguém de gritar ou falar, a mordaça é usada na boca e pode sugerir também um ato de dominação para quem coloca a mordaça e de submissão a quem é amordaçado.

Esse trator da administração, que não respeita a vontade coletiva e arrasta, de forma autoritária, os entendimentos que impõe a sociedade, agora quer calar e submeter aqueles que gritam e atrapalham os desejos dos gananciosos que não respeitam nada e só pensam em engordar suas já recheadas contas. É hora do levante, ou nos unimos e mostramos força contra esse trator, ou veremos nosso patrimônio natural ser espoliado mais uma vez, e aquilo que é de todos ser alocado ao patrimônio de alguns.

Sem trégua, queremos mais Serra do Japi, 80% de preservação já.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Filmes: "Tintin"

TINTIN JONES

Em sua ânsia por atingir vários alvos ao mesmo tempo, Spielberg erra todos e não vai satisfazer as crianças nem os adultos fãs de Tintin.

- por André Lux, crítico-spam

“As Aventuras de Tintin” é mais uma amostra da encruzilhada em que se encontra o diretor Steven Spielberg, já apontada por mim na análise de “Cavalo de Guerra”. Admirador confesso dos livros ilustrados criados pelo belga Hergé, Spielberg há muita ansiava levar às telas do cinema as aventuras do garoto jornalista e sua turma.

E, com o auxílio de Peter Jackson (de “O Senhor dos Anéis", outro fã dos quadrinhos), finalmente conseguiu. Só que, inexplicavelmente, Spielberg optou por fazer o filme totalmente em computação gráfica, utilizando aquele manjado recurso de “captura dos movimentos” dos atores, para tentar gerar nas telas um realismo já tentando sem sucesso antes em filmes como “Final Fantasy”.

O problema é que, mesmo encontrando-se em um elevado patamar de avanço tecnológico, a computação gráfica falha miseravelmente ao tentar emular as emoções humanas – principalmente aquelas transmitidas pelos olhos. Não é à toa, portanto, que o pessoal da Pixar e de outras produtoras especializadas em animação gerada por computador sempre escolhe um visual altamente estilizado para seus filmes, principalmente para as figuras humanas (vide “Os Incríveis” e “Procurando Nemo”). Mesmo James Cameron em "Avatar" só usou computação gráfica para personificar os alienígenas (os humanos foram feitos por atores normais).

Assim, “As Aventuras de Tintin” parece clamar o tempo todo por atores em carne e osso para representar os personagens na tela e as tentativas de passar emoção por meio dos bonecos digitais falha fragorosamente (em 3D o filme fica ainda mais artificial). O que sobra então é uma aventura incessante, guiada por um fiapo de roteiro (livremente baseado em vários livros do Tintin), que procura inventar uma nova perseguição ainda mais absurda e barulhenta do que a que acabamos de ver. Por causa disso, o jornalista Tintin (que nos quadrinhos resolve seus problemas muito mais na base da investigação) aqui vira um sub-Indiana Jones, dando murros, tiros e pontapés em seu inimigos e perseguindo em carros, aviões e motos os bandidos. O clímax dessa montanha russa infernal culmina com Tintin numa moto correndo atrás de uma águia nas ruas e céus de uma cidade – no final da correria o protagonista quase exibe poderes de super herói!

Lamentavelmente também, a trilha musical de John Williams demonstra claramente que o grande compositor – já aos 80 anos de idade – esgotou sua criatividade há algum tempo. A música que compôs para “As Aventuras de Tintin”, embora tecnicamente impecável, soa incrivelmente genérica ou reciclada ao emprestar claramente passagens e temas de outras composições suas, principalmente a série “Indiana Jones”, “Hook” e “Harry Potter”.

Mas o que realmente derruba o filme é a sua conclusão, completamente anti-climática e que ainda tenta forçar a barra anunciando uma continuação que nem sabemos se virá (afinal, tudo depende de quanto ele vai lucrar nas bilheterias). O filme se encerra da pior maneira possível, o que é algo vergonhoso se levarmos em conta que se trata de um produto de Steven Spielberg, cineasta que se especializou no início de carreira em terminar suas obras com altas doses de emoção (quem pode esquecer dos finais deslumbrantes de “E.T.” ou de “Contatos Imediatos do 3º Grau”?).

Enfim, em sua ânsia por tentar atingir vários alvos ao mesmo tempo, Spielberg acaba errando todos e, acredito, não vai satisfazer totalmente as crianças, que devem se cansar com tanta perseguição e barulho, nem os adultos fãs de Tintin, os quais vão considerar o filme infantil e vazio demais em comparação com a rica obra de Hergé. Mais um tiro na água de Spielberg...

Cotação: * * 1/2

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Mais um acidente grave na Av. Nove de Julho, que continua sem defensas

Foto da internauta Stefania Karen

- por Durval Orlato, vereador do PT no blog Mais Jundiaí

Neste domingo (16) à noite um carro caiu na Av. 9 de Julho. Sem defensas ou gard-rails nas margens, mais um acidente ocorreu. Desta vez, felizmente, não houve mortes como da última vez. Uma obra cara demais e ainda incompleta!

A notícia foi dada pelo site da Rádio Difusora: “Segundo o Corpo de Bombeiros, por volta das 21 horas chovia bastante na região da avenida Nove de Julho, quando o motorista perdeu o controle do carro na altura do Mc Donald’s. Com a queda no córrego, o motorista sofreu ferimentos no rosto e em uma das pernas. Ele foi levado para o Hospital São Vicente”.

A prefeitura ficou de rever a idéia de que “o paisagismo é que faria a segurança” para veículos e pedestres! Porém, oito meses depois, nada foi feito. Até quando o cidadão vai aguentar essa ineficiência nas obras e falta de planejamento da prefeitura?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Filmes: "Cavalo de Guerra"

DE RÉDEAS PUXADAS

Filme é mais um tiro na água de um cineasta que revolucionou o cinema, mas agora se tornou um reacionário que sente necessidade de emular filmes dos anos 1950 para tentar gerar alguma conexão com sua plateia.

- por André Lux, crítico-spam

O diretor Steven Spielberg parece ter chegado a uma encruzilhada criativa em sua carreira que o deixa impossibilitado de repetir seus sucessos do passado. Do alto de seus sessenta e tantos anos não consegue mais se comunicar com a juventude atual e seus filmes pretensamente “sérios” não recebem o devido respeito que ele gostaria. Nem mesmo os filmes produzidos e apresentados por ele geram mais qualquer impacto ou relevância (vide o fraco “Cowboys do Espaço”).

Assim, nas últimas décadas, o cineasta tem se entregado a projetos que vão do ridículo (“AI: Inteligência Artificial” e “Minority Report”) ao simplesmente desencontrado (“Munique” e “A Guerra dos Mundos”). Seu novo longa, “Cavalo de Guerra”, situa-se na segunda coluna. Terminada a exibição, fica impossível identificar qual era, afinal, a história que Spielberg queria contar. Era a história do cavalo Joey e sua luta pela sobrevivência? Era a história do menino (o fraco Jeremy Irvine) que criou o cavalo? Seria sobre os horrores da I Guerra Mundial, na qual foram massacrados milhões de equinos por causa das novas táticas e armas de guerra que tornaram as lutas de cavalaria obsoletas? Talvez um conto dramático sobre os problemas familiares e como acontecimentos grandiosos podem influenciá-los para o bem ou para o mal?

Impossível de saber. “Cavalo de Guerra” acaba sendo outro filme de Spielberg totalmente esquizofrênico, que não se decide sobre o que se trata e, pior, é ainda embrulhado como se fosse um filme para a família. Só que mais da metade de sua longa metragem se passa dentro dos campos de batalha imundos e tétricos da I Guerra – e a solução encontrada por Spielberg para não “assustar” as famílias foi retirar qualquer traço de sangue das mortes! Genial.

O filme também tem um grande problema que é a fotografia de Januzs Kaminsky, colaborador fiel de Spielberg desde “A Lista de Schindler”. Seu estilo árido, esmaecido e estourado de filmar não casa com o lado “família” da obra e, obviamente, só funciona durante as sequências de guerra. A música de John Williams sofre com toda esse desencontro e, embora tecnicamente perfeita, também não passa qualquer emoção ao ser meticulosamente “segura pelas rédeas” pelo diretor que, mesmo no final, parece não ter decidido se queria fazer um filme “sério” (leia-se: profundo e contido) ou um filme “família” (leia-se: para se emocionar e chorar).

As únicas poucas sequências de “Cavalo de Guerra” que geram algum tipo de emoção acabam sendo justamente as que se concentram em seus protagonistas equinos. Aí Spielberg, absurdamente, imprime sensibilidades humanas ao cavalo “Joey”, já que ele não só é fiel e elegante, como também não mede esforços para se colocar frente ao perigo para salvar seu amigo (um cavalo negro mais velho)!

A tentativa de criar sentimentalismo entre o garoto e sua família também não funciona. Primeiro porque o relacionamento entre eles carece de profundidade e laços verdadeiros. E segundo porque sua mãe é por demais independente para uma mulher do início do século XX e seu pai tem crises existenciais demasidamente conscientes e profundas para um simples fazendeiro alcóolatra.

Spielberg imita a estética de “E O Vento Levou...” para encerrar seu filme, porém não consegue reproduzir nada da emoção e do arrebatamento daquela obra, ficando no ar apenas um gosto de café requentado e aguado demais. No final, “Cavalo de Guerra” é somente mais um tiro na água desse cineasta que, no início de carreira, revolucionou o cinema com suas aventuras e dramas infantis palpitantes, mas que agora se tornou, quem diria, um reacionário que sente necessidade de emular filmes dos anos 1950 para tentar gerar algum tipo de conexão com sua plateia. Chega a ser triste isso.

Cotação: * * 1/2

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Filmes: "Conan, O Bárbaro" (2011)

CONAN, O GROTESCO

Nada me preparou para esse que deve ser um dos piores filmes já feitos na história do cinema!

- por André Lux, crítico-spam

Sinceramente, eu não esperava muito desse novo “Conan, O Bárbaro”, mas nada me preparou para esse que deve ser um dos piores filmes já feitos na história do cinema! O original, de 1982 dirigido por John Millius e estrelado por Arnold Schwarzenneger tem muitos detratores, porém virou cult com o passar dos anos, é bem feito e tem algumas das melhores lutas de espada do cinema - sem falar é claro da trilha musical espetacular de Basil Poledouris.

Agora, essa nova versão... acho que o melhor termo para qualificá-la seria “aberração”. É difícil falar o que é pior no filme. Os atores são simplesmente ridículos, a começar pelo “astro” Jason Momoa que parece uma mistura de surfista idiota com vilão de filme mexicano que passa o filme todo fazendo caretas dignas de quem está com diarréia das bravas. Nem o sempre competente Ron Pearlman (de “Hellboy”) sobrevive ao massacre de ruindade, ainda mais com o penteado que o obrigaram a usar que o deixa parecido com o Véio do Rio que virou mendigo. Por sinal, quase todos os personagens do filme parecem gritar “joguem shampoo na minha cabeça” de tão nojentos que são!

A direção de arte do filme é simplesmente grotesca, pior que desfile de escola de samba de Pindamonhangaba. Os diálogos são canhestros e parecem que foram escritos por um débil mental, o mesmo podendo ser dito da história que é simplesmente risível. Que porcaria é aquela de ter que juntar os pedaços de uma máscara que foi quebrada há trocentos anos para virar o bruxo mais poderoso do pedaço? Por que os panacas guardaram os pedaços da tal máscara do mal se, já que ela quebrou mesmo, bastava esmigalhar tudo e jogar o resto no fogo? Se é pra imitar “O Senhor dos Anéis” pelo menos façam direito, né?

Conan: "Porra, meu pai é o Véio do Rio mendigo!"
O que mais enoja nesse “Conan, O Bárbaro”, todavia, é a violência gratuita e intolerável. Para você ter uma ideia do nível do negócio, o “herói” do filme quando criança decepa o nariz de um dos ajudantes do vilão e, anos mais tarde ao reencontrá-lo, simplesmente enfia o dedo no buraco na cara do sujeito para obrigá-lo a dar informações! Deveria se chamar “Conan, o Grotesco”, isso sim! E que tosqueira é aquela de mostrar o Conan com não mais do que 10 anos de idade trucidando um bando de bárbaros que mais parecem orcs? Se o cara faz aquilo tudo quando criança, ao crescer vai virar o super-homem, no mínimo! Que suspense, aventura ou drama alguém espera gerar numa filme com esse tipo de “arco”? Nenhum, é claro.

Vou te dizer, foi difícil assistir a esse lixo até o fim. Só recomendo para masoquistas ou então para idiotas desmiolados que não entendem nada de cinema. Nem como trash funciona, pois é tão nojento e desagradável que não dá nem pra rir daquilo tudo. Só mesmo um bando de dementes degenerados para produzir e, pior, lançar um filme como esse nos cinemas! E os caras ainda tem coragem de dizer que essa bosta é "mais fiel aos quadrinhos originais de Robert E. Howard"... só se for nas cabeças cheias de merda deles! E tenho dito!

Cotação: ZERO

"Conan, quero que conheça o meu cabeleireiro. É um luxo!"

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Filmes: "Contágio"

FUJA!

Um filme sobre o fim do mundo que não passa qualquer emoção, exceto tédio

- por André Lux, crítico-spam

Depois do fiasco de “Che: O Argentino” e “Che: A Guerrilha”, o diretor Steven Soderbergh volta a errar neste “Contágio”, que poderia render um excelente thriller sobre uma doença que pode levar a raça humana à extinção. Já fizeram vários tipos de filmes com esse tema, poucos de sucesso, mas pelo menos eles tentavam ser alguma coisa.

Esse “Contágio” não é nada. Não tem suspense, ação, drama ou mesmo denúncia. É um filme basicamente rodado como se fosse um documentário, que não se prende a nenhum personagem em especial e vai jogando na tela um monte de informações tediosas sobre os casos de contaminação que vão aumentando exponencialmente desde a morte de uma estadunidense (Gwyneth Paltrow) que acabou de chegar de uma viagem de negócio à China.

Soderbergh teve como sempre um excelente elenco à sua disposição, incluindo Kate Winslet, Lawrence Fishburne, Matt Damon, Marion Cotillard, Jud Law, mas nenhum deles tem qualquer chance de brilhar. Sem dizer que sobra para Law o ingrato papel de um blogueiro sujo extremamente caricato (com direito a dentes podres!) que se vende para uma corporação farmacêutica para fingir que um de seus remédios serve como cura e para fazer denúncias vazias contra o governo (chega a sugerir que a doença foi fabricada em laboratório). Ou seja, Soderbergh ainda nada contra a corrente ao defender o trabalho da mídia corporativa, como se só o jornalismo praticado por eles é que possa ser levado a sério!

Para atrapalhar ainda mais o resultado, a música de Cliff Martinez é péssima (resume-se a sons atonais e ruídos metálicos irritantes), a fotografia esmaecida, a edição é frouxa e a maioria dos personagens nem chega a se cruzar. Enfim, um filme sobre o fim do mundo que não passa qualquer emoção, exceto tédio. Fuja!

Cotação: *