terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Serra do Japi e PSDB: O trator e a mordaça

Esse trator da administração, que não respeita a vontade coletiva e arrasta, de forma autoritária, os entendimentos que impõe a sociedade, agora quer calar e submeter aqueles que gritam e atrapalham os desejos dos gananciosos que não respeitam nada e só pensam em engordar suas já recheadas contas.

- por Fábio Storari, em seu blog

Estamos vivendo um momento de grande importância nas questões ambientais por todo o mundo, e como não poderia ser diferente em nossa cidade, Jundiaí. Por todo lado vemos debates, seminários, eventos que tentam formular e apresentar soluções para minimizar os impactos causados no ambiente que vivemos. Teorias, estudos, experiências, porém de fato, de concreto, de ação positiva... muito pouco.

Chega de blá, blá, blá. Passou da hora de agir, de demonstrar com clareza e firmeza que estamos fazendo algo buscando a melhoria do nosso ambiente, sem subterfúgios, sem ficar buscando desculpas ou motivações que impeçam de fazer a coisa certa.

Por aqui, mais uma vez vemos a ganância ameaçar um patrimônio natural com índices de preservação satisfatório. Quando toda a sociedade quer a preservação do território da Serra do Japi, debate e compactua uma lei mais restritiva, que visa essa preservação e que deixa claro uma política pública para esse território, a ação da administração é contrária a esse interesse e com a desculpa de querer ouvir “os proprietários”, são apenas 2, recua e fica fazendo fumaça com essa história de seminário.

Hotéis, condomínios de luxo e loteamentos de alto padrão. Esse é o destino que nossa administração quer para o nosso patrimônio natural. Tratorado por interesses particulares de alguns, que inclusive fazem parte dessa administração, o interesse coletivo é subjugado de forma vil. Pior, querem amordaçar a sociedade civil que se organiza para mais um enfrentamento dessa injustiça. É o autoritarismo despótico velado dessa administração, que privilegia os interesses particulares de poucos em detrimento ao interesse coletivo de uma cidade, de uma região, do mundo.

Amordaçar é o ato de usar algo para impedir alguém de gritar ou falar, a mordaça é usada na boca e pode sugerir também um ato de dominação para quem coloca a mordaça e de submissão a quem é amordaçado.

Esse trator da administração, que não respeita a vontade coletiva e arrasta, de forma autoritária, os entendimentos que impõe a sociedade, agora quer calar e submeter aqueles que gritam e atrapalham os desejos dos gananciosos que não respeitam nada e só pensam em engordar suas já recheadas contas. É hora do levante, ou nos unimos e mostramos força contra esse trator, ou veremos nosso patrimônio natural ser espoliado mais uma vez, e aquilo que é de todos ser alocado ao patrimônio de alguns.

Sem trégua, queremos mais Serra do Japi, 80% de preservação já.

3 comentários:

Denise Manfio disse...

Grave! Muito grave! Até quando o capital ficará em primeiro plano?

A chamada crise ambiental, ao meu ver, não é uma crise porque na verdade nunca na história moderna da sociedade, ou seja, a capitalista, tivemos um equilibrio, o capitalismo em sua essência é desigual e desequilibrador, afinal, o lucro é a estrutura do sistema e é a chance de alguém ganhar e outro perder, isso é o lucro. Sendo assim, vivemos numa consequência desse sistema, que convenientemente chamamos de "crise".

Denise Manfio disse...

Grave! Muito Grave! Assistimos a uma destruição sistemática das florestas e da gente que nela vive há séculos, tudo em nome do capital. Até quando?

A chamada crise ambiental, ao meu ver, não é uma crise porque na verdade nunca na história moderna da sociedade, ou seja, a capitalista, tivemos um equilibrio, o capitalismo em sua essência é desigual e desequilibrador, afinal, o lucro é a estrutura do sistema e é a chance de alguém ganhar e outro perder, isso é o lucro. Sendo assim, vivemos numa consequência desse sistema, que convenientemente chamamos de "crise".

Anônimo disse...

Enquanto isso... o povo continua "tirando o planeta do sufoco"! Quanta hipocrisia! Eu não pago a sacolinha salvadora do planeta, ou melhor, salvadora dos bolsos deles. Sim, porque a fábrica das sacolinhas também é deles. Coitadinhos, vamos colaborar, gente, eles precisam de dinheiro; afinal, ganham tão pouco e fazem tanto... Que dó! Passou da hora de tirar essa corja daí. Jundiaí virou uso-capião deles.